FT-CI

Comunicado da LER-QI

Repudiemos o assassinato do dirigente sindical da Toyota na Venezuela

08/05/2009

No dia 05 de maio o dirigente sindical venezuelano Argenis Vázquez, Secretário de Organização do Sindicato de Trabalhadores da Toyota da Venezuela foi morto a tiros em frente ã sua residência. A causa do seu assassinato foi sua atividade sindical, e os executores deste crime, provavelmente capangas contratados pela patronal, fugiram. Com esta ação a patronal japonesa busca amedrontar os trabalhadores, após 30 dias de greve na empresa. Como mostra da indignação dos trabalhadores da Toyota, estes ocuparam a fábrica.

Longe de ser um episódio isolado, se trata na verdade de uma prática que tem se repetido contra os lutadores operários e populares na Venezuela, que segue até o momento impune. Como coloca a moção enviada pelos companheiros da LTS-CI, organização irmã da LER-QI na Venezuela já são sete trabalhadores mortos pela repressão estatal ou pelos bandos contratados pela patronal em cinco meses. Trata-se de uma política que busca impedir que os trabalhadores deixem de avançar em sua consciência e em suas lutas no marco da crise capitalista internacional, que tem golpeado fortemente a Venezuela, para fazer com que sejam os de baixo os que novamente paguem pela crise.

Na semana passada foi assassinado pela repressão policial do governador chavista Marco Díaz Orellana, o dirigente estudantil do estado de Mérida Yuban Ortega, quando participava de uma marcha de professores e estudantes. Em novembro de 2008 foram assassinados no estado do Aragua, Richard Gallardo, Luís Hernández e Carlos Requena, dirigentes da UNT local, da corrente sindical CCURA e da Unidad Socialista de Izquierda (USI), após terem apoiado a luta dos trabalhadores da transnacional colombiana Lácteos Alpina. Isso se deu após uma violenta repressão policial que visava desalojar os operários da automotriz Mitsubishi Motors, que encontrava-se ocupada pelos trabalhadores em defesa de seus postos de trabalho, culminando no assassinato dos operários Pedro Suárez e Javier Marcano pela polícia do estado de Anzoátegui do governador chavista Tarek William Saab.

Estes assassinatos são um ataque ã classe trabalhadora e a um dos seus direitos mais elementares: se organizar para lutar por seus postos de trabalho. Portanto, é inadmissível que estes crimes sigam impunes. Até hoje os mentores e assassinos do massacre de Aragua seguem impunes. No país de Chávez, que se apresenta como um governo progressista que se diz inclusive como “socialista do século XXI”, a classe trabalhadora é perseguida e ameaçada de ter sua vida tirada em nome da manutenção dos privilégios e lucros dos patrões, e em nome da manutenção da “estabilidade”. Esta situação não pode continuar. E isso ocorre pela força policial do estado sob as ordens de um governo chavista, como o de Marco Díaz.

É preciso que a classe trabalhadora e o povo se mobilizem com seus com seus métodos de luta, pois esta é a única via de dar uma saída de fundo a esta situação. E que se exija de Chávez a apuração e punição dos assassinos. Temos que rodear de solidariedade ativa nossos irmãos, os trabalhadores venezuelanos impulsionando uma ampla campanha em defesa de sua luta, como a que hoje se dá na Toyota, e contra a repressão. Nos pronunciamos em defesa incondicional do direito da classe trabalhadora de por em pé seus organismos de auto-defesa para barrar esta ofensiva.

Em assembléia realizada na tarde de 06 de abril os trabalhadores em greve pela readmissão do dirigente do SINTUSP, Claudionor Brandão, e por suas demandas salariais aprovaram uma moção de apoio à luta dos operários venezuelanos e em repúdio ã repressão e ao assassinato que vem ocorrendo. É preciso que este exemplo dado pelos trabalhadores em luta da USP se generalize. É neste sentido que chamamos a todas as organizações políticas da esquerda, organizações e centrais sindicais, como a Conlutas, Intersindical, e a CUT, organizações de direitos humanos, de juventude, movimentos sociais, e intelectuais de esquerda que impulsionem esta campanha. A classe operária não tem fronteiras, e precisa se unificar para que sejam os patrões o que paguem pela crise capitalista.

Pela apuração e punição imediata dos assassinos!

Basta de violência policial e repressão aos trabalhadores e ao povo!

Pelo pleno direito de autodefesa operária!

Em defesa dos trabalhadores em luta!

06 de maio de 2009

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