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Chile

“O que expressou Camila Vallejo representa todos”… Quem disse isso?

11/09/2011

Por Juan Valenzuela, Clase Contra Clase

Quem disse isso? Algum estudante universitário mobilizado? Algum secundarista que protagoniza três meses de ocupações de algum liceu municipal? Algum técnico industrial que enfrentou a polícia? NÃO. Foi Andrés Chadwick, militante da UDI e representante do governo.

Quais foram as palavras de Camila Vallejo que tanto entusiasmou o governo? As seguintes: “Somos respeitosos frente a esta semana onde a tragédia e o cenário de comoção impossibilita que possamos convocar grandes manifestações”.

Sim. O PC, através da Camilla Vallejo, queria acabar com a paralisação acordada para o dia oito. Mas NÃO PODE. Pressionada por dirigentes regionais e frente a pressão da base do movimento estudantil e da esquerda, como a agrupação de estudantes marxistas Las Armas de la Crítica e a agrupação da juventude trabalhadora e oprimida “ABRAN PASO!” que desde o mesmo dia, em dezenas de faculdades, liceus e regiões denunciamos que querem nos tirar das ruas e demos uma luta dura contra a política capituladora das direções oficiais da CONFECh – JJCC e centro esquerda- para não boicotar a mobilização (o governo pretende nos tirar das ruas e nos levar para La Moneda e para o Mineduz sob suas condições!). Assim que a CONFECh se viu obrigada a afirmar que a paralisação iria acontecer. E inclusive, as direções oficiais ainda não chamam a marchar no dia 11 de setembro sendo que hoje governam os filhos de Pinhochet e querem aprofundar, ajudados pela Concertación, toda a herença do ditador! Mas a CONFECh convoca, junto ao Colégio de Professores – uma marcha silenciosa e a um “velaton” para as 7 da tarde. Segundo o PC, vivemos em um “cenário de dolo nacional” (Camila Vallejo, 6 de setembro, El mercúrio) . Por isso iríamos ã Alameda calados!

Mas o governo por acaso tirou Hinzpeter de seu cargo pelo assassinato de Manuel Gutiérrez? A mídia fomenta o dolo nacional pelo assassinato deste jovem pelas mãos da polícia? O governo, ajudado pelo meios de imprensa, realiza uma campanha para desviar a atenção das mobilizações e fomentar um clima de “unidade nacional”... o PC faz esse jogo... Sim! O PC, não a ultra esquerda sobre a qual falava Arturo Martínez! Não os jovens que enfrentaram a polícia massivamente!

Nesse avião não havia nenhum representante do povo trabalhador. Camiroaga era bastante querido, mas politicamente nas eleições esteve com Frei, o privatizador das sanitárias, o repressor do povo mapuche. Inclusive estava o irmão de Marcela Cubillos, militantes da UDI e esposa de Andrés Allamand, o empresário Felipe Cubillos. No dia 30 de agosto escreveu uma coluna em la Segunda. Conheçamos o que pensava este senhor:

“Sou um indignado, porque trabalhamos sem descanso para que nenhuma criança chilena perca seu ano escolar em 2010 e, junto a muita gente, conseguimos. Mas, um ano depois, vemos que milhares de nossos jovens estão a ponto de perdê-lo. Sou um indignado, pois conseguimos levantar escolas caídas para que nossos filhos possam estudar mas um ano depois, outros as queimam. Sou um indignado pois trabalhamos sem descanso para levantar pequenos comércio devastados pelo terremoto (...) mas um ano depois vejo centenas de comerciantes que sofrem com a destruição de seus comércios cada vez que um protesto de rua acontece (...) A bala que matou o jovem Manuel Gutiérrez saiu de um carabinero (policial). Oxalá tenhamos o bom senso de condenar um ato pontual e não a uma instituição completa pois se é assim condenemos também os organizadores dos protestos...”.

Como vemos, para Felipe Cubillos os estudantes são apenas vândalos: queimam colégios, destróem locais comerciais. Para ele, se se questionasse a polícia como instituição os organizadores das marchas deveriam ser condenados. Sigamos:

“Sou um indignado quando vejo o presidente do Colégio de Professores defendendo uma suposta qualidade da educação quando o grêmio que preside nega-se a ser avaliado”.

Esta figura atacava também os professores. Todos sabemos que a “avaliação docente” – e mais ainda com a reforma de janeiro – não é mais que um instrumento contra a estabilidades de trabalho dos professores.

Estamos em dolo por ele? Não. E pelo resto da tripulação? Talvez em alguns surja alguns sentimento de dor, particularmente por Camiroaga, que contava com o carinho de muitos telespectadores. Mas justificava este fato levar ã suspensão da paralisação do dia 8 ou sua desorganização como fez o PC? Não. Por acaso o governo suspendeu seus ataques ao movimento estudantil com a morte de Manuel Gutiérrez? Não tentem nos enganar. A luta deve continuar! Há que secar na prisão os assassinos de Manuel Gutiérrez! Abaixo Hiszpeter! Prisão aos policiais assassinos! Há que se conseguir a educação gratuita em todos seus níveis! Nenhuma negociação que não parta da educação gratuita como piso mínimo! Terminar com o negócio educativo acabando com os subsídios estatais ás empresas privadas e lutar por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana baseada na mobilização do povo trabalhador para colocar abaixo toda a herança pinochetista da direita e da Concertación!

8 de setembro

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