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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>A ditadura vive no campo brasileiro</title>
		<link>https://www.ft-ci.org/A-ditadura-vive-no-campo-brasileiro</link>
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		<dc:date>2007-05-15T21:46:39Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniela Jinkings</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

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&lt;p&gt;No dia 17 de abril completaram-se 11 anos do massacre de Eldorado dos Caraj&#225;s, em que policiais militares, subornados por um latifundi&#225;rio da regi&#227;o, reprimiram com um verdadeiro banho de sangue uma manifesta&#231;&#227;o de cerca de 1500 trabalhadores sem-terras que bloqueavam uma estrada, deixando um saldo de 19 mortos (v&#225;rios deles comprovadamente executados, alguns degolados com facas e foices), dois mortos v&#237;timas de seq&#252;elas do massacre, 69 mutilados e centenas de feridos. At&#233; hoje s&#243; dois dos (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;No dia 17 de abril completaram-se 11 anos do massacre de Eldorado dos Caraj&#225;s, em que policiais militares, subornados por um latifundi&#225;rio da regi&#227;o, reprimiram com um verdadeiro banho de sangue uma manifesta&#231;&#227;o de cerca de 1500 trabalhadores sem-terras que bloqueavam uma estrada, deixando um saldo de 19 mortos (v&#225;rios deles comprovadamente executados, alguns degolados com facas e foices), dois mortos v&#237;timas de seq&#252;elas do massacre, 69 mutilados e centenas de feridos. At&#233; hoje s&#243; dois dos 144 acusados sofreram alguma puni&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse brutal massacre, que escandalizou o pa&#237;s e gerou uma crise no governo de FHC n&#227;o &#233; de forma alguma um fato isolado. A 11 anos do massacre de Caraj&#225;s, a despeito de toda a demagogia dos distintos governos, a concentra&#231;&#227;o fundi&#225;ria brasileira s&#243; aumentou, centenas de milhares de fam&#237;lias de sem-terras continuam passando por todo tipo de pen&#250;ria e morrendo nas m&#227;os da pol&#237;cia, dos latifundi&#225;rios e de seus jagun&#231;os. Esta p&#225;gina &#233; dedicada aos mortos de Caraj&#225;s e buscar&#225; iniciar uma discuss&#227;o s&#233;ria sobre a demanda estrutural de reforma agr&#225;ria, a pol&#237;tica do governo e das dire&#231;&#245;es do movimento campon&#234;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A &#034;reforma agr&#225;ria&#034; do Estado brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As pol&#237;ticas chamadas de reforma agr&#225;ria por parte do Estado t&#234;m seu in&#237;cio nos anos 1960, como resposta ao grande movimento surgido no campo desde meados da d&#233;cada de 1950 e que teve seu &#225;pice, centrado nas Ligas Camponesas, no marco do ascenso revolucion&#225;rio que percorreu o pa&#237;s entre 1961 e o golpe militar de 1964 . Tra&#231;aremos aqui, em linhas gerais, os eixos dessas pol&#237;ticas, implementadas pela ditadura militar e depois pelos governos que se seguiram &#227; transi&#231;&#227;o ao regime democr&#225;tico-burgu&#234;s a partir da d&#233;cada de 1980, a fim de demonstrar como de conjunto essas pol&#237;ticas n&#227;o atacam a concentra&#231;&#227;o fundi&#225;ria, n&#227;o merecendo assim o nome de &#034;reforma agr&#225;ria&#034;. Estes eixos se encontram bem representados na legisla&#231;&#227;o agr&#225;ria vigente e na execu&#231;&#227;o da mesma pelo &#243;rg&#227;o estatal respons&#225;vel, o INCRA:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; A lei brasileira diz que &#233; pass&#237;vel de desapropria&#231;&#227;o a grande propriedade rural que n&#227;o cumprir sua &#034;fun&#231;&#227;o social&#034;. Isso significa o respeito &#225;s leis ambientais e &#225;s leis trabalhistas e o cumprimento dos &#237;ndices de produtividade determinados pela legisla&#231;&#227;o. Na pr&#225;tica, o que vale &#233; este &#250;ltimo crit&#233;rio, muito f&#225;cil de ser atingido, j&#225; que os tais &#237;ndices (datados da d&#233;cada de 1970) s&#227;o extremamente baixos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &#201; garantido ao latifundi&#225;rio o direito de apresentar uma infinidade de recursos contra o processo de desapropria&#231;&#227;o, o que faz com que este se arraste por at&#233; dezenas de anos (No Incra tramitam hoje processos abertos na d&#233;cada de 1960!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Boa parte dos chamados &#034;projetos de reforma agr&#225;ria&#034; &#233; implementada n&#227;o atrav&#233;s de desapropria&#231;&#227;o de terras e sim de assentamentos em &#225;reas do Estado (via de regra inadequadas para a agricultura), atrav&#233;s da compra com dinheiro p&#250;blico e no valor de mercado de propriedades, ou pior, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, de programas de cr&#233;dito, como o chamado &#034;Banco da Terra&#034;, nos quais os assentados tem que pagar pelo lote e pelas benfeitorias nele realizadas, e no caso de n&#227;o poderem pagar pela &#034;d&#237;vida&#034; podem ter sua terra confiscada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; O leitor deste artigo poderia, entretanto, intuir que nos j&#225; pouco freq&#252;entes casos de desapropria&#231;&#227;o estivesse em jogo um ataque ou puni&#231;&#227;o ao latif&#250;ndio improdutivo. Mas n&#227;o: o latifundi&#225;rio &#034;v&#237;tima&#034; de desapropria&#231;&#227;o recebe uma indeniza&#231;&#227;o no valor de mercado das terras e das benfeitorias. Assim, a desapropria&#231;&#227;o n&#227;o passa de uma esp&#233;cie de &#034;compra compuls&#243;ria&#034; do latif&#250;ndio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Como se n&#227;o bastasse, com o objetivo de evitar que a for&#231;a da mobiliza&#231;&#227;o dos trabalhadores sem-terras pudesse ser uma press&#227;o para mais desapropria&#231;&#245;es, a partir do governo FHC, existe uma Medida Provis&#243;ria que garante que uma propriedade ocupada pelo movimento campon&#234;s n&#227;o pode ser sequer cogitada para desapropria&#231;&#227;o durante dois anos. Assim, os camponeses nunca s&#227;o assentados nas propriedades que ocupam, pelo contr&#225;rio, a sele&#231;&#227;o de fam&#237;lias a serem assentadas numa determinada propriedade &#233; feita individualmente, o que leva a que os grupos de camponeses que durante anos viveram e lutaram juntos, quando s&#227;o assentados passem por uma di&#225;spora, que desarticula o movimento campon&#234;s e estimula a transforma&#231;&#227;o do militante sem-terra num indiv&#237;duo isolado, propriet&#225;rio de uma pequena por&#231;&#227;o de terra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; E por &#250;ltimo, a ampla maioria dos assentamentos &#233; extremamente prec&#225;ria, feita em terras pouco f&#233;rteis, com recursos de infra-estrutura &#237;nfimos, sem garantir os instrumentos necess&#225;rios &#227; produ&#231;&#227;o. Isso leva a uma situa&#231;&#227;o em que uma quantidade assustadora de assentamentos entra em verdadeiro colapso e n&#227;o garante a m&#237;nima sobreviv&#234;ncia das fam&#237;lias, o que por sua vez faz muitos assentados venderem ou abandonarem os lotes e transforma muitos assentamentos em favelas rurais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E a farsa se aprofunda no governo Lula...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois da descri&#231;&#227;o feita acima, o simples fato desta mesma pseudo-reforma agr&#225;ria continuar sendo implementada tal e qual no governo de Lula, num pa&#237;s onde h&#225; cerca de 1 milh&#227;o de acampados, j&#225; seria uma prova do car&#225;ter anti-popular do mesmo. Por&#233;m o quadro &#233; mais grave. Segundo um levantamento feito pelo professor da USP, Ariovaldo Umbelino de Oliveira , das 400 mil fam&#237;lias que o governo se comprometeu a assentar no primeiro mandato, teoricamente assentou 381 mil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por&#233;m, analisando os n&#250;meros, o pr&#243;prio professor Ariovaldo demonstra que dessas 381 mil fam&#237;lias, pouco mais de 100 mil foram assentadas em projetos de (pseudo) reforma agr&#225;ria, enquanto todas as outras fam&#237;lias tiveram apenas os seus lotes, onde j&#225; viviam h&#225; muitos anos, regularizados. Assim, a &#034;reforma agr&#225;ria&#034; de Lula, n&#227;o s&#243; n&#227;o rompe em nada com a farsa burguesa que impera h&#225; d&#233;cadas, como n&#227;o &#233; capaz de atingir as modestas metas que o pr&#243;prio governo se colocou, nem mesmo &#034;maquiando&#034; os n&#250;meros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, se essa foi a realidade do primeiro mandato do governo Lula, para o segundo sequer foram anunciadas quaisquer metas de assentamentos, o que representa um grande ataque aos camponeses pobres e trabalhadores sem-terras, em conson&#226;ncia com os ataques em curso &#227; classe trabalhadora.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Por uma reforma agr&#225;ria radical&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os estreitos limites do programa do MST&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em meio &#225;s mobiliza&#231;&#245;es do &#034;Abril Vermelho&#034;, a dire&#231;&#227;o do MST, que frente ao aprofundamento da pol&#237;tica abertamente anti-camponesa de Lula vem fazendo uso de uma ret&#243;rica mais &#034;cr&#237;tica&#034; ao governo, lan&#231;a um documento p&#250;blico intitulado &#034;Por que estamos mobilizados em todo o Brasil?&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este documento, no qual o movimento anuncia que &#034;est&#225; cansado de esperar&#034; e que &#034;est&#225; protestando para acelerar a reforma agr&#225;ria&#034;, s&#227;o enumeradas algumas exig&#234;ncias entre as quais a revis&#227;o dos &#237;ndices de produtividade e a realiza&#231;&#227;o de um mutir&#227;o dos &#243;rg&#227;os p&#250;blicos envolvidos na quest&#227;o agr&#225;ria para assentar as fam&#237;lias acampadas, al&#233;m da vincula&#231;&#227;o direta do INCRA &#227; Presid&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nenhuma palavra sobre a MP que impede por dois anos o andamento dos processos de desapropria&#231;&#227;o de terras ocupadas! Nenhuma palavra sobre as indeniza&#231;&#245;es milion&#225;rias pagas aos latifundi&#225;rios! Ser&#225; que se as terras ocupadas pelo MST pudessem ser desapropriadas, a for&#231;a da mobiliza&#231;&#227;o dos trabalhadores sem-terras n&#227;o poderia ser melhor aproveitada para impor a desapropria&#231;&#227;o dos latif&#250;ndios? Ser&#225; que se todo o dinheiro pago aos latifundi&#225;rios na forma de indeniza&#231;&#227;o ou diretamente na compra das propriedades fosse investida em infra-estrutura, maquin&#225;rio, sementes etc. para os assentamentos, estes n&#227;o teriam condi&#231;&#245;es muito superiores de produzir e sustentar as fam&#237;lias que a&#237; vivem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certamente sim. Por&#233;m a dire&#231;&#227;o do MST, ao se restringir aos estreitos limites da legalidade burguesa e de seus pactos com o governo, defende um programa que n&#227;o responde &#225;s necessidades dos camponeses pobres e n&#227;o coloca verdadeiramente em xeque o latif&#250;ndio. O profundo atrelamento da dire&#231;&#227;o do MST ao governo de Lula, - que &#233; um obst&#225;culo &#227; radicaliza&#231;&#227;o dos camponeses pobres mobilizados no &#034;Abril Vermelho&#034; e insatisfeitos com o governo - se mostra nas entrelinhas do pr&#243;prio texto. Quando a dire&#231;&#227;o do MST reivindica a vincula&#231;&#227;o direta do INCRA &#227; Presid&#234;ncia, quer semear a ilus&#227;o de que quem &#034;trava&#034; a reforma agr&#225;ria &#233; a burocracia estatal que rodeia o presidente, que, no momento em que o &#034;companheiro&#034; Lula puser as m&#227;os diretamente na pol&#237;tica de reforma agr&#225;ria, tudo ser&#225; diferente. Essa capitula&#231;&#227;o aberta est&#225; profundamente ligada ao programa que criticamos logo acima .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma verdadeira reforma agr&#225;ria tem que se enfrentar com o projeto burgu&#234;s de (pseudo) reforma, colocar em xeque a propriedade dos latifundi&#225;rios. Para enfrentar esses poderosos inimigos &#233; fundamental uma s&#243;lida alian&#231;a entre os camponeses pobres e os trabalhadores do campo e da cidade. A aus&#234;ncia de uma estrat&#233;gia de reforma agr&#225;ria radical, tanto por parte da dire&#231;&#227;o do MST como das dire&#231;&#245;es do movimento oper&#225;rio como a CUT, se expressa tamb&#233;m no fato de n&#227;o impulsionarem esta alian&#231;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Condena&#231;&#227;o de todos os respons&#225;veis pelo massacre de Eldorado dos Caraj&#225;s e de todos os assassinatos de camponeses pobres e indeniza&#231;&#227;o das v&#237;timas e de suas fam&#237;lias. Liberdade aos presos pol&#237;ticos do movimento campon&#234;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Por comit&#234;s de auto-defesa dos camponeses pobres contra a viol&#234;ncia dos latifundi&#225;rios e de seus jagun&#231;os.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Revoga&#231;&#227;o imediata da MP 2.318, que impede que as terras ocupadas sejam sequer vistoriadas para fins de desapropria&#231;&#227;o durante dois anos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Expropria&#231;&#227;o sem indeniza&#231;&#227;o de TODOS os latif&#250;ndios de baixa produtividade (muitos dos quais considerados produtivos com base nos baixos &#237;ndices da legisla&#231;&#227;o), com controle dos camponeses sobre o destino dessas terras. Nenhum centavo dos camponeses por essas terras!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Estatiza&#231;&#227;o sem indeniza&#231;&#227;o sob controle dos trabalhadores de todas as propriedades da agro-ind&#250;stria e da agricultura mecanizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Impostos progressivos sobre o agro-neg&#243;cio. Que estes, somados a parte do dinheiro gasto pelo Estado com o pagamento de juros da d&#237;vida p&#250;blica, ajudem a subsidiar a produ&#231;&#227;o dos assentamentos. Que os recursos hoje gastos com o pagamento pela compra ou com as indeniza&#231;&#245;es por desapropria&#231;&#227;o sejam revertidos diretamente em obras de infra-estrutura, maquin&#225;rio, sementes, fertilizantes e tudo o que seja necess&#225;rio &#227; produtividade dos assentamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Por um governo oper&#225;rio e campon&#234;s, baseado em organismos de democracia direta das massas, que implemente este programa.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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