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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Novo Partido Anticapitalista: Que partido se fundou?</title>
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		<dc:date>2009-02-12T17:17:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Marie (Militante del ex-Groupe CRI, secci&#243;n simpatizante de la FT-CI en Francia)*</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

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&lt;p&gt;Constatando ao mesmo tempo o regresso da luta de classes, os bons resultados eleitorais da extrema esquerda desde 1995 e a crescente popularidade de seu porta-voz, Olivier Besancenot, a LCR (Liga Comunista Revolucion&#225;ria), desde o ver&#227;o de 2007, havia decidido avan&#231;ar na constru&#231;&#227;o de um Novo Partido Anticapitalista (NPA), de contornos incertos. Tr&#234;s organiza&#231;&#245;es que se reivindicam trotskistas na Fran&#231;a haviam respondido favoravelmente a esta iniciativa: a Fracci&#243;n L'Etincelle de Lutte (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Francia-115" rel="tag"&gt;Francia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH60/arton1698-93e50.jpg?1696742174' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='60' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Constatando ao mesmo tempo o regresso da luta de classes, os bons resultados eleitorais da extrema esquerda desde 1995 e a crescente popularidade de seu porta-voz, Olivier Besancenot, a LCR (Liga Comunista Revolucion&#225;ria), desde o ver&#227;o de 2007, havia decidido avan&#231;ar na constru&#231;&#227;o de um Novo Partido Anticapitalista (NPA), de contornos incertos. Tr&#234;s organiza&#231;&#245;es que se reivindicam trotskistas na Fran&#231;a haviam respondido favoravelmente a esta iniciativa: a Fracci&#243;n L'Etincelle de Lutte Ouvri&#232;re (FLO, Fra&#231;&#227;o A Fa&#237;sca de Luta Oper&#225;ria, finalmente exclu&#237;da do LO em setembro de 2008), la Gauche R&#233;volutionnaire (GR, Esquerda Revolucion&#225;ria, se&#231;&#227;o francesa da CIO) e o Grupo CRI (Commmuniste R&#233;volutionnaire Internationaliste), desde 2008 se&#231;&#227;o simpatizante da FT (Fra&#231;&#227;o Trotskista Quarta Internacional) na Fran&#231;a. Pouco a pouco se formaram comit&#234;s do NPA, cerca de 500 no total. Organizaram-se duas reuni&#245;es nacionais, uma em junho e outra em novembro. Em 5 de fevereiro teve lugar o XVIII Congresso da LCR: esta, que tinha 3200 membros, proclamou sua dissolu&#231;&#227;o denominada &#8220;pol&#237;tica&#8221;, porque manteria oficialmente uma pequena estrutura, que, sobretudo, a permitiria seguir recebendo as subven&#231;&#245;es do Estado. Sob seu impulso, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro se realizou em Saint-Denis o congresso de funda&#231;&#227;o do NPA, que reivindica mais de 9000 membros, e que contou com um pouco mais de 600 delegados. Entre os convidados internacionais, podem-se destacar Vilma Ripoll (MST, Argentina), Luciana Genro (PSOL, Brasil), Stalin Perez Borges (PSUV, corrente Marea Socialista, Venezuela), Chris Harman (SWP, Inglaterra), um representante do FPLP (Palestina) e inclusive o MAS de Evo Morales, partido no poder na Bol&#237;via. Desde o ponto de vista dos revolucion&#225;rios: que balan&#231;o pol&#237;tico podemos fazer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencialidades freadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No contexto de profunda crise geral do movimento oper&#225;rio e da consci&#234;ncia de classes, a decis&#227;o da dire&#231;&#227;o da LCR de lan&#231;ar um processo a favor do NPA era positiva, na medida em que abria um marco que permitia politizar milhares de trabalhadores e jovens que participaram nas lutas dos &#250;ltimos anos. Mas a maneira em que levou adiante o processo freou consideravelmente suas potencialidades. O objetivo da LCR era evidente: que o NPA n&#227;o fosse um partido claramente revolucion&#225;rio, ao mesmo tempo em que mantivesse o controle desse partido. Para conseguir isto se esfor&#231;ou ent&#227;o por impedir toda confronta&#231;&#227;o pol&#237;tica s&#233;ria. Em particular, no momento da prepara&#231;&#227;o do Congresso, o CAN (Comit&#234; de Agita&#231;&#227;o Nacional), dire&#231;&#227;o provis&#243;ria do NPA, na qual a dire&#231;&#227;o da LCR era hegem&#244;nica, que fez de tudo para proibir resolu&#231;&#245;es alternativas &#225;s suas, n&#227;o autorizando mais que emendas. Por outro lado, no lugar de colocar como central quest&#245;es pol&#237;ticas importantes, o CAN e a dire&#231;&#227;o da LCR organizaram a dispers&#227;o da reflex&#227;o pol&#237;tica, convidando a se comprometer na elabora&#231;&#227;o de uma infinidade de emendas particulares. Assim, a discuss&#227;o estava fragmentada em todos os sentidos, e a dire&#231;&#227;o da LCR, dado seu peso, n&#227;o teve dificuldades para impor seus pontos de vista, dando a impress&#227;o, sem muito custo, de levar adiante uma discuss&#227;o democr&#225;tica e rica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Princ&#237;pios fundamentais amb&#237;guos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto de princ&#237;pios fundamentais do CAN denunciava o capitalismo, o contrapondo com a necessidade do socialismo definido como o &#8220;poder dos trabalhadores em todos os terrenos da vida pol&#237;tica, econ&#244;mica e social&#8221; e afirmava o objetivo de &#8220;derrotar ao Estado e suas institui&#231;&#245;es&#8221; que s&#227;o &#8220;uma m&#225;quina funcionando para a defesa dos interesses da burguesia&#8221;. Mas n&#227;o definia claramente ao NPA como um partido de classe, n&#227;o formulava uma estrat&#233;gia revolucion&#225;ria para a conquista do poder, n&#227;o dizia nada do estado oper&#225;rio que surgisse da revolu&#231;&#227;o, nem de sua natureza, nem sobre suas tarefas, criticava ao PS e ao PCF de maneira demasiado superficial e seguia sendo muito discreto sobre os m&#233;todos da luta de classes. No Congresso os votaram, em ess&#234;ncia, tal qual estavam. Ainda que tenha adaptado uma emenda trotskista a favor do apoio militar &#224; luta dos povos oprimidos pelo imperialismo, apresentada por uma delegada do comit&#234; de Saint-Ouen, substituiu com uma ajustada maioria a refer&#234;ncia ao &#8220;socialismo&#8221; pela de &#8220;socialismo do s&#233;culo XXI&#8221;, subt&#237;tulo do &#250;ltimo livro de Besancenot e Bensa&#239;d. Desde o ponto de vista da ex LCR, isso levaria a marcar uma ruptura com o combate revolucion&#225;rio levado adiante pelos marxistas revolucion&#225;rios do s&#233;culo XX, os bolcheviques, e logo os trotskistas, e a propagar um &#8220;socialismo&#8221; no melhor dos casos confuso, ou pior ainda de tipo &#8220;bolivariano&#8221; como Ch&#225;vez, dirigente nacionalista burgu&#234;s, que foi o primeiro a empregar esta express&#227;o e que pretende que se poderia construir o socialismo com os &#8220;patr&#245;es patriotas&#8221;. Na mesma l&#243;gica, o Congresso recha&#231;ou uma emenda que prop&#245;e mudar as f&#243;rmulas confusas sobre um &#8220;governo de ruptura&#8221; pela id&#233;ia de que somente a mobiliza&#231;&#227;o das massas e a auto-organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores podem destruir o Estado burgu&#234;s, emenda que, entretanto, obteve os votos de cerca de 20% dos delegados (121 a favor, 429 contra e 82 absten&#231;&#245;es).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma resolu&#231;&#227;o pol&#237;tica combativa, mas insuficiente, para ajudar &#227; classe oper&#225;ria a vencer Sarkozy e a patronal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto do CAN se negava corretamente a separar um capitalismo banc&#225;rio &#8220;mal&#8221; e um bom capitalismo empresarial, condenava as atuais interven&#231;&#245;es estatais, alentava responder &#227; crise com um &#8220;tous ensemble&#8221; (todos juntos, N.T.) contra a dispers&#227;o das lutas, levantava uma s&#233;rie de leg&#237;timas reivindica&#231;&#245;es imediatas, condenava ao &#8220;di&#225;logo social&#8221; defendido pelas dire&#231;&#245;es sindicais e sua pol&#237;tica de congest&#227;o e a opunha um sindicalismo de luta de classes e a converg&#234;ncia das lutas. Mas seguia sendo muito insuficiente. Efetivamente, estava centrado em um &#8220;programa de emerg&#234;ncia&#8221; que n&#227;o &#233; revolucion&#225;rio na medida em que n&#227;o est&#225; articulado &#227; perspectiva do governo dos trabalhadores, sen&#227;o que mant&#233;m a ilus&#227;o de que seria poss&#237;vel satisfazer as reivindica&#231;&#245;es indicadas com uma simples mobiliza&#231;&#227;o poderosa dos trabalhadores. Ademais, enquanto reivindicava a luta pela &#8220;proibi&#231;&#227;o das demiss&#245;es&#8221;, sem precisar que unicamente um governo dos trabalhadores poderia tomar semelhante medida, n&#227;o propunha nada preciso sobre a maneira de impedi-los aqui e agora. Ali tamb&#233;m, o congresso adotou quase tal qual o projeto da CNA, depois de somente 45 minutos de discuss&#227;o em sess&#227;o plen&#225;ria. Ainda assim, a principal emenda adotada ( 236 a favor, 160 contra) direitiza o texto, ao substituir a critica das dire&#231;&#245;es sindicais em geral a cr&#237;tica a &#8220;algumas&#8221; dire&#231;&#245;es sindicais: seu sentido &#233; cobrir, evidentemente, &#227; dire&#231;&#227;o reformista de Solidaires (Uni&#227;o Sindical), na que os dirigentes da LCR jogam um rol importante, inclusive a da FSU, co-dirigida at&#233; agora pela tend&#234;ncia Ecole Emancip&#233;e, tamb&#233;m incitada pela LCR... E o Congresso quase n&#227;o discutiu a orienta&#231;&#227;o concreta a adotar como continua&#231;&#227;o &#227; grande jornada de 29 de janeira, frente &#227; pol&#237;tica de colabora&#231;&#227;o de classes das dire&#231;&#245;es sindicais, que, em 18 de fevereiro, se apresentam a negociar com Sarkozy a agenda das contra-reformas. &lt;br class='autobr' /&gt;
Elei&#231;&#245;es europ&#233;ias: nenhuma alian&#231;a com o Partido de Esquerda e o PCF, mas concess&#245;es program&#225;ticas inquietantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discuss&#227;o sobre a atitude do NPA para as pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es europ&#233;ias foi a ocasi&#227;o do debate pol&#237;tico mais vivo do Congresso. Por um lado, Unir, corrente de direita da LCR, defendeu (e este foi seu &#250;nico debate no Congresso) &#8220;a emende de Clermont&#8221;, isto &#233;, uma alian&#231;a quase incondicional com o Partido de Esquerda (PG por sua sigla em franc&#234;s, ruptura recente do Partido Socialista encabe&#231;ada por Jean-Luc M&#233;lechon) e o PCF para reconstruir a heterog&#234;nea frente antineoliberal do &#8220;N&#227;o&#8221; ao TCE: recebeu 101 votos, ou seja, ao redor de 15% do congresso. Por outro lado, a dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA se op&#244;s a isto, mas com argumentos equivocados. Fez adotar um texto que subordina as alian&#231;as para as elei&#231;&#245;es europ&#233;ias a condi&#231;&#245;es essencialmente manipuladoras: exige um acordo que englobe as elei&#231;&#245;es regionais de 2010 e uma total independ&#234;ncia com rela&#231;&#227;o ao PS. Esta exig&#234;ncia parece imposs&#237;vel que seja aceita pelo PCF, que ainda deve muitos de seus eleitos a alian&#231;as com o PS. Mas a alian&#231;a com o PG e o PCF devia ser recha&#231;ada por raz&#245;es pol&#237;ticas de fundo: s&#243; se pode concluir acordos de frente &#250;nica com partidos pol&#237;ticos reformistas, e n&#227;o acordos program&#225;ticos. Lembrando que, concretamente, na v&#233;spera da mobiliza&#231;&#227;o de 29 de janeiro, a dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA assinaram um texto program&#225;tico inaceit&#225;vel com o PG e o PCF porque se alinha na posi&#231;&#227;o destes &#250;ltimos sobre v&#225;rios pontos chaves. Assim, um ilus&#243;rio e impotente &#8220;direito de veto suspensivo sobre as demiss&#245;es&#8221; (consigna do PG) muda a &#8220;proibi&#231;&#227;o das demiss&#245;es&#8221; (consigna do NPA), em um momento em que bloquear as demiss&#245;es &#233; uma quest&#227;o central para toda a classe oper&#225;ria. Igualmente, este texto disse querer &#8220;questionar o pacto de estabilidade e as diretivas europ&#233;ias de privatiza&#231;&#227;o (...), romper com as l&#243;gicas financeiras desenvolvidas pela Uni&#227;o Europ&#233;ia e suas institui&#231;&#245;es, em particular, o Banco Central Europeu&#8221;, mas n&#227;o questiona o marco mesmo da Uni&#227;o Europ&#233;ia capitalista e seus principais tratados fundadores. Em resumo, a elei&#231;&#227;o da dire&#231;&#227;o do NPA n&#227;o est&#225; orientada por princ&#237;pios revolucion&#225;rios, sen&#227;o por c&#225;lculos de aparato: espera aproveitar a popularidade de Besancenot para fortalecer seu peso dominante &#227; esquerda do OS, em detrimento do PG, do PCF, do LO e do POI (dirigido este pela corrente lambertista).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A interven&#231;&#227;o das correntes que se reivindicam da revolu&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A GR (que tinha 4 ou 5 delegados) se limitou a defender em comiss&#227;o uma emenda aos princ&#237;pios fundadores, explicitando a defini&#231;&#227;o de socialismo. A pesar de seu recha&#231;o, aceitou votar a favor os princ&#237;pios fundadores. A dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA recompensou sua docilidade lhe outorgando 2 ou 3 representantes no CPN (dire&#231;&#227;o oficial do NPA, composta de 192 membros) e a autoriza&#231;&#227;o para seguir publicando seus pr&#243;prio jornal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FLO (que tinha 17 delegados) n&#227;o defendeu nenhuma emenda sobre os princ&#237;pios fundadores, apresentou uma emenda sobre os estatutos que apontava a permitir a uma corrente que desejasse integrar o NPA que conserve durante um primeiro tempo suas pr&#243;prias estruturas, emenda pensada principalmente para ela mesma, recha&#231;ada na plen&#225;ria ( 97 a favor) e uma emenda correta, ainda que insuficiente, &#227; resolu&#231;&#227;o pol&#237;tica que propunha uma orienta&#231;&#227;o para a classe trabalhadora, sublinhando a necessidade de independ&#234;ncia em rela&#231;&#227;o &#225;s dire&#231;&#245;es sindicais e a constru&#231;&#227;o de estruturas de auto-organiza&#231;&#227;o nos movimentos ( 136 a favor, 284 contra). No Congresso, os militantes da FLO se abstiveram sobre os princ&#237;pios fundadores, enquanto alguns deles haviam votado a favor nas assembl&#233;ias gerais eletivas ao Congresso. Por isso a dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA fez recha&#231;ar sua emenda aos estatutos e n&#227;o lhe deu mais que observadores ao CPN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Somente os militantes que se reconheciam em um projeto de Tend&#234;ncia defensor do comunismo, da revolu&#231;&#227;o e da auto-organiza&#231;&#227;o, que reagrupava aos militantes do Grupo CRI, alguns da LCR, e dos jovens militantes chegados &#227; pol&#237;tica com o NPA, que lhe havia proposto em v&#227;o aos demais grupos uma interven&#231;&#227;o comum, ainda que parcial, levaram adiante uma luta pol&#237;tica sistem&#225;tica. N&#227;o propuseram simplesmente um conjunto de emendas aos princ&#237;pios fundacionais e aos estatutos, sen&#227;o que tamb&#233;m tiveram uma resolu&#231;&#227;o alternativa sobre a orienta&#231;&#227;o pol&#237;tica e sobre as elei&#231;&#245;es europ&#233;ias. Por isso, a dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA primeiro se esfor&#231;ou por limitar sua presen&#231;a no Congresso, ao impor muito freq&#252;entemente votos por maioria e n&#227;o proporcionais para a elei&#231;&#227;o de delegados, permitindo &#227; maioria eleger a que minoria toleraria. Durante o Congresso, os 3 delegados pela Tend&#234;ncia levaram um tenaz combate em condi&#231;&#245;es dif&#237;ceis, que lhes fez ganhar a simpatia de um certo n&#250;mero de delegados, incomodados pela maneira em que a dire&#231;&#227;o (mal)tratava a nossos camaradas. A dire&#231;&#227;o do NPA se negou a que as dez emendas aos princ&#237;pios fundamentais, defendidas pela Tend&#234;ncia, todas votadas ao menos em uma assembl&#233;ia geral eletiva, fossem defendidas uma a uma, como todas a demais emendas, com o fim de evitar que um texto defendido pela Tend&#234;ncia lograsse muitos votos, por exemplo, a emenda que propunha voltar a agregar &#227; ONU &#224; lista de institui&#231;&#245;es do imperialismo. Submetidas em bloco a sess&#227;o plen&#225;ria, estas emendas que se pronunciavam claramente por um partido de classe, comunista e revolucion&#225;rio, apesar do claro convite da LCR a votar contra, conseguiram 16 votos, ou seja, cerca de 3% dos delegados do Congresso manifestaram desta forma seu acordo global com a Tend&#234;ncia sobre os princ&#237;pios fundadores. O projeto de resolu&#231;&#227;o social e pol&#237;tica alternativo ao do CAN punha o acento na necessidade de ligar todas as reivindica&#231;&#245;es ao combate pelo governo dos trabalhadores e a expropria&#231;&#227;o do capital, sobre a necessidade de um programa concreto para as lutas imediatas, sobre o combate pela auto-organiza&#231;&#227;o e contra as dire&#231;&#245;es sindicais. Este texto bastante longo, que o CAN se negou a publicar nos boletins preparat&#243;rios, era desconhecido para os delegados antes de receberem o folheto distribu&#237;do pela Tend&#234;ncia ao come&#231;o do Congresso: por isso esse n&#227;o obteve mais que 7 votos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, a resolu&#231;&#227;o da Tend&#234;ncia sobre as elei&#231;&#245;es europ&#233;ias, alternativa &#227; do CAN, denunciava a ilus&#227;o em uma suposta &#8220;Europa s&#243;cia&#8221;, afirmava claramente a impossibilidade de reformar &#227; Uni&#227;o Europ&#233;ia capitalista, a necessidade de opor a ela a perspectiva de Estados Unidos socialistas da Europa, e a impossibilidade de logr&#225;-la por outra via que n&#227;o seja a revolu&#231;&#227;o, contrariamente ao que a resolu&#231;&#227;o do CAN sugeria, falando de defender tal orienta&#231;&#227;o no seio de uma Assembl&#233;ia Constituinte Europ&#233;ia. Finalmente, destacava que a interven&#231;&#227;o nas elei&#231;&#245;es n&#227;o era mais que uma t&#225;tica subordinada &#227; interven&#231;&#227;o na luta de classes, para fazer conhecer o programa do partido. Por isso exclu&#237;a toda alian&#231;a eleitoral com o PCF e PG, mas deixava a porta aberta a um acordo com um partido que reivindique a revolu&#231;&#227;o, como o LO. Esta resolu&#231;&#227;o teve 13 votos, ou seja mais de 2% dos delegados do Congresso. A dire&#231;&#227;o da ex LCR e do NPA n&#227;o vacilou em violar os estatutos do partido adotados na v&#233;spera para diminuir a representa&#231;&#227;o de Unir e seus simpatizantes no CPN e impedir pura e simplesmente &#227; Tend&#234;ncia estar aqui representada. Com efeito, se existem sensibilidades diferentes, o CPN deve ser eleito proporcionalmente, o que haveria permitido &#227; Tend&#234;ncia obter 1 e 4 representantes ao CPN. Os delegados de Unir puderam tomar a palavra na sess&#227;o para protestar e obtiveram finalmente 13 representantes em lugar dos 5 previstos, mas menos de 15% recebido por seu texto e nenhum dos dirigentes hist&#243;ricos desta corrente figura entre eles. Por outro lado, dois delegados da Tend&#234;ncia, que simplesmente reivindicaram a aplica&#231;&#227;o dos estatutos foram impedidos de falar e inclusive retirados da sala pelo servi&#231;o de ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Balan&#231;o provis&#243;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se, por um lado, o NPA contribui a politizar a muitos trabalhadores e jovens, pelo outro, sua funda&#231;&#227;o se acompanha com uma ruptura n&#237;tida, oficial e publicizada da LCR com a corrente pol&#237;tica da que provem, o trotskismo. Quando j&#225; desde h&#225; d&#233;cadas sua dire&#231;&#227;o leva adiante uma pol&#237;tica centrista, a &#250;ltima inst&#226;ncia direitista, regularmente oportunista, sua decis&#227;o de renunciar a se reivindicar abertamente o comunismo e a revolu&#231;&#227;o, e inclusive a defender essa heran&#231;a dentro do NPA constitui um salta qualitativo. &#201; muito significativo que haja sido trivial durante o Congresso, para recha&#231;ar uma emenda, escutar um &#8220;argumento&#8221; como: mas essa &#233; uma posi&#231;&#227;o leninista-trotskista...! Contraditoriamente, ainda que a maioria da dire&#231;&#227;o da ex LCR haja usado todo seu peso para fazer adotar o nome &#8220;NPA&#8221;, o nome &#8220;PAR&#8221; (Partido Anticapitalista Revolucion&#225;rio) recolheu, entretanto, 45% dos votos, marcando a fidelidade de muitos ao projeto revolucion&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Congresso colocou em evid&#234;ncia que o NPA est&#225; longe de ser homog&#234;neo. Ainda que hoje esteja dominado por um poderoso centro, ele mesmo heterog&#234;neo, sustentado pelo &#234;xito eleitoral de Besancenot que pesa em 60% a 80% do Congresso, existe ali uma ala direita relativamente organizada que representa aproximadamente 20% dos delegados, e uma ala esquerda atomizada, que agrupou em algumas quest&#245;es parciais at&#233; 20% dos votos. No seio da esquerda, os revolucion&#225;rios conseq&#252;entes, que se reivindicam do programa hist&#243;rico da IV Internacional e que levam uma luta para que o partido adote uma pol&#237;tica comunista revolucion&#225;ria, n&#227;o constitui, no momento, mais que uma pequena maioria. Mas o desenvolvimento da crise econ&#244;mica do capitalismo e da luta de classes contribuir&#225; a atrais a milhares de novos trabalhadores e jovens para o NPA e a radicalizar &#227; esquerda do partido, ainda confundida e atomizada, abrindo aos revolucion&#225;rios a possibilidade de convencer a uma maioria de seus militantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Assinam o projeto de uma tend&#234;ncia do NPA que defende o comunismo, a revolu&#231;&#227;o e a auto-organiza&#231;&#227;o; delegada do Congresso de funda&#231;&#227;o do NPA.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Nuevo Partido Anticapitalista: &#191;Qu&#233; partido se fund&#243;?</title>
		<link>https://www.ft-ci.org/Nuevo-Partido-Anticapitalista-Que-partido-se-fundo</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.ft-ci.org/Nuevo-Partido-Anticapitalista-Que-partido-se-fundo</guid>
		<dc:date>2009-02-11T19:59:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Marie (Militante del ex-Groupe CRI, secci&#243;n simpatizante de la FT-CI en Francia)*</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;Constatando al mismo tiempo el regreso de la lucha de clases, los buenos resultados electorales de la extrema izquierda desde 1995 y la creciente popularidad de su portavoz, Olivier Besancenot, la LCR (Liga Comunista Revolucionaria), desde el verano de 2007, hab&#237;a decidido avanzar en la construcci&#243;n de un Nuevo Partido Anticapitalista (NPA), de contornos inciertos. Tres organizaciones que se reivindican del trotskismo en Francia hab&#237;an respondido favorablemente a esta iniciativa: la Fracci&#243;n (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.ft-ci.org/Francia-115" rel="tag"&gt;Francia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Constatando al mismo tiempo el regreso de la lucha de clases, los buenos resultados electorales de la extrema izquierda desde 1995 y la creciente popularidad de su portavoz, Olivier Besancenot, la LCR (Liga Comunista Revolucionaria), desde el verano de 2007, hab&#237;a decidido avanzar en la construcci&#243;n de un Nuevo Partido Anticapitalista (NPA), de contornos inciertos. Tres organizaciones que se reivindican del trotskismo en Francia hab&#237;an respondido favorablemente a esta iniciativa: la Fracci&#243;n L&#180;Etincelle de Lutte Ouvri&#232;re (FLO, Fracci&#243;n La chispa de Lucha Obrera, finalmente excluida de LO en septiembre de 2008), la Gauche R&#233;volutionnaire (GR, Izquierda Revolucionaria, secci&#243;n francesa del CIO) y el Grupo CRI (Communiste R&#233;volutionnaire Internationaliste), desde 2008 secci&#243;n simpatizante de la FT (Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional) en Francia. Poco a poco se formaron comit&#233;s NPA, en total cerca de 500. Se organizaron dos reuniones nacionales, una en junio y otra en noviembre. El 5 de febrero tuvo lugar el XVIII Congreso de la LCR: esta, que ten&#237;a 3.200 adherentes, proclam&#243; su disoluci&#243;n denominada &#8220;pol&#237;tica&#8221;, porque mantendr&#237;a oficialmente una peque&#241;a estructura, que, sobre todo le permitir&#236;a seguir percibiendo las subvenciones del Estado. Bajo su impulso, los d&#237;as 6, 7 y 8 de febrero se realiz&#243; en Saint-Denis el congreso de fundaci&#243;n del NPA, que reivindica m&#225;s de 9.000 adherentes, que cont&#243; con un poco m&#225;s de 600 delegados. Entre los invitados internacionales, se pueden destacar a Vilma Ripoll (MST, Argentina), Luciana Genro (PSOL, Brasil), Stalin Perez Borges (PSUV, corriente Marea Socialista, Venezuela), Chris Harman (SWP, Inglaterra), un representante del FPLP (Palestina) e incluso el MAS de Evo Morales, partido en el poder en Bolivia. Desde el punto de vista de los revolucionarios &#191;Qu&#233; balance pol&#237;tico podemos hacer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencialidades frenadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el contexto de profunda crisis general del movimiento obrero y de la conciencia de clases, la decisi&#243;n de la direcci&#243;n de la LCR de lanzar un proceso a favor del NPA era positiva, en la medida en que abr&#237;a un marco que permit&#237;a politizar a miles de trabajadores y j&#243;venes que hab&#237;an participado en las luchas de los &#250;ltimos a&#241;os. Pero la manera en que llev&#243; adelante el proceso, ha frenado considerablemente sus potencialidades. El objetivo de la LCR era evidente: que el NPA no fuera un partido claramente revolucionario, al mismo tiempo que ella mantuviera el control de ese partido. Para lograr esto, se esforz&#243; entonces por impedir toda confrontaci&#243;n pol&#237;tica seria. En particular, en el momento de la preparaci&#243;n del Congreso, el CAN (Comit&#233; de Animaci&#243;n Nacional), direcci&#243;n provisoria del NPA, en la que la direcci&#243;n de la LCR era hegem&#243;nica, hizo de todo para prohibir resoluciones alternativas a las suyas, no autorizando m&#225;s que enmiendas. Por lo tanto, en lugar de poner en el centro cuestiones pol&#237;ticas importantes, el CAN y la direcci&#243;n de la LCR organizaron la dispersi&#243;n de la reflexi&#243;n pol&#237;tica, invitando a comprometerse en la elaboraci&#243;n de una mir&#237;ada de enmiendas particulares. As&#237;, la discusi&#243;n estaba partida en todos los sentidos, y la direcci&#243;n de la LCR, dado su peso, no tuvo dificultades para imponer sus puntos de vista, dando la impresi&#243;n, sin que le cueste mucho, de llevar adelante una discusi&#243;n democr&#225;tica y rica&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Principios fundacionales ambiguos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El proyecto de principios fundacionales del CAN denunciaba al capitalismo, oponi&#233;ndole la necesidad del socialismo definido como el &#8220;poder de los trabajadores en todos los terrenos de la vida pol&#237;tica, econ&#243;mica y social&#8221; y afirmaba el objetivo de &#8220;derrocar al Estado y sus instituciones&#8221; que son &#8220;una m&#225;quina funcionando para la defensa de los intereses de la burgues&#237;a&#8221;. Pero no defin&#237;a claramente al NPA como un partido de clase, no formulaba una estrategia revolucionaria para la conquista del poder, no dec&#237;a nada del estado obrero que surgiera de la revoluci&#243;n, ni de su naturaleza, ni sobre sus tareas, criticaba al PS y al PCF de manera demasiado superficial y segu&#237;a siendo muy discreto sobre los m&#233;todos de la lucha de clases. El congreso los ha votado en esencia tal cual estaban. Si bien adopt&#243; una enmienda trotskista a favor del apoyo militar a la lucha de los pueblos oprimidos por el imperialismo, presentada por una delegada del comit&#233; de Saint-Ouen, reemplaz&#243; con una ajustada mayor&#237;a la referencia al &#8220;socialismo&#8221; por la de &#8220;socialismo del siglo XXI&#8221;, subt&#237;tulo del &#250;ltimo libro de Besancenot y Bensa&#239;d. Ahora bien, desde el punto de vista de la ex LCR, esto lleva a marcar una ruptura con el combate revolucionario llevado adelante por los marxistas revolucionarios del siglo XX, los bolcheviques, y luego los trotskistas, y a propagar un &#8220;socialismo&#8221; en el mejor de los casos confuso, o peor a&#250;n de tipo &#8220;bolivariano&#8221; como Ch&#225;vez, dirigente nacionalista burgu&#233;s, que fue el primero en emplear esta expresi&#243;n y que pretende que se podr&#237;a construir el socialismo con los &#8220;patrones patriotas&#8221;. En la misma l&#243;gica, el Congreso rechaz&#243; una enmienda que propone reemplazar las f&#243;rmulas confusas sobre un &#8220;gobierno de ruptura&#8221; por la idea que solamente la movilizaci&#243;n de las masas y la autoorganizaci&#243;n de los trabajadores pueden destruir el Estado burgu&#233;s, enmienda que, sin embargo, obtuvo los votos de alrededor del 20% de los delegados (121 a favor, 429 en contra, 82 abstenciones).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una resoluci&#243;n pol&#237;tica combativa, pero insuficiente, para ayudar a la clase obrera a vencer a Sarkozy y a la patronal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El proyecto del CAN se negaba correctamente a separar un capitalismo bancario &#8220;malo&#8221; y un buen capitalismo empresarial, condenaba las actuales intervenciones estatales, alentaba responder a la crisis con un &#8220;tous ensemble&#8221; (todos juntos, NdeT) contra la dispersi&#243;n de las luchas, levantaba una serie de leg&#237;timas reivindicaciones inmediatas, condenaba el &#8220;di&#225;logo social&#8221; defendido por las direcciones sindicales y su pol&#237;tica de cogesti&#243;n y le opon&#237;a un sindicalismo de lucha de clases y la convergencia de las luchas. Pero segu&#237;a siendo muy insuficiente. Efectivamente, estaba centrado en un &#8220;programa de emergencia&#8221; que no es revolucionario en la medida en que no est&#225; articulado a la perspectiva del gobierno de los trabajadores, sino que deja flotar la ilusi&#243;n que ser&#237;a posible satisfacer las reivindicaciones indicadas con una simple movilizaci&#243;n poderosa de los trabajadores. Adem&#225;s, mientras reivindicaba la lucha por &#8220;la prohibici&#243;n de los despidos&#8221;, sin precisar que &#250;nicamente un gobierno de los trabajadores podr&#237;a tomar semejante medida, no propon&#237;a nada preciso sobre la manera de impedirlos aqu&#237; y ahora. All&#237; tambi&#233;n, el congreso ha adoptado casi tal cual el proyecto del CNA, despu&#233;s de solamente 45 minutos de discusi&#243;n en sesi&#243;n plenaria. Asimismo, la principal enmienda adoptada (236 a favor, 160 en contra) derechiza el texto, al sustituir a la cr&#237;tica de las direcciones sindicales en general la cr&#237;tica a &#8220;algunas&#8221; direcciones sindicales: su sentido es cubrir, evidentemente, a la direcci&#243;n reformista de Solidaires, en la que los dirigentes de la LCR juegan un rol importante, inclusive la de la FSU, codirigida hasta ahora por la tendencia Ecole &#233;mancip&#233;e, tambi&#233;n animada por la LCR&#8230; Y el congreso casi no discuti&#243; la orientaci&#243;n concreta a adoptar como continuaci&#243;n a la gran jornada de acci&#243;n del 29 de enero, frente a la pol&#237;tica de colaboraci&#243;n de clases de las direcciones sindicales, que, el 18 de febrero, se aprestan a negociar con Sarkozy la agenda de las contrarreformas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Elecciones europeas : ninguna alianza con el Partido de la Izquierda y el PCF, pero concesiones program&#225;ticas inquietantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La discusi&#243;n sobre la actitud del NPA para las pr&#243;ximas elecciones europeas fue la ocasi&#243;n del debate pol&#237;tico m&#225;s vivo del congreso. Por un lado, Unir, corriente de derecha de la LCR defendi&#243; (y &#233;ste fue su &#250;nico combate en el congreso) &#8220;la enmienda de Clermont&#8221;, es decir, una alianza casi sin condiciones con el Partido de Izquierda (PG por su sigla en franc&#233;s, ruptura reciente del Partido Socialista encabezada por Jean-Luc M&#233;lechon) y del PCF para reconstruir el heterog&#233;neo frente antiliberal del &#8220;No&#8221; al TCE: recogi&#243; 101 votos, o sea, alrededor del 15% del congreso. Por el otro, la direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA se opuso a esto, pero con argumentos equivocados. Hizo adoptar un texto que subordina las alianzas para las elecciones europeas a condiciones esencialmente maniobreras: exige un acuerdo que englobe las elecciones regionales de 2010 y una total independencia con relaci&#243;n al PS. Esta exigencia parece imposible que sea aceptada por el PCF, que todav&#237;a debe muchos de sus elegidos a las alianzas con el PS. Pero la alianza con el PG y el PCF deb&#237;a ser rechazada por razones pol&#237;ticas de fondo: s&#243;lo se puede concluir acuerdos de frente &#250;nico con partidos pol&#237;ticos reformistas, y no acuerdos program&#225;ticos. Ahora bien, concretamente, en la v&#237;spera de la movilizaci&#243;n del 29 de enero, la direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA firm&#243; un texto program&#225;tico inaceptable con el PG y el PCF porque se alinea en la posici&#243;n de estos &#250;ltimos sobre varios puntos claves. As&#237;, un ilusorio e impotente &#8220;derecho de veto suspensivo sobre los despidos&#8221; (consigna del PG) reemplaza a la &#8220;prohibici&#243;n de despidos&#8221; (consigna del NPA), en un momento en que bloquear los despidos es una cuesti&#243;n central para toda la clase obrera. Igualmente, este texto dice querer &#8220;cuestionar el pacto de estabilidad y las directivas europeas de privatizaci&#243;n (&#8230;), romper con las l&#243;gicas financieras desarrolladas por la Uni&#243;n Europea y sus instituciones, en particular, el Banco Central Europeo&#8221;, pero no cuestiona el marco mismo de la Uni&#243;n Europea capitalista y sus principales tratados fundadores. En resumen, la elecci&#243;n de la direcci&#243;n del NPA no est&#225; orientada por principios revolucionarios, sino por c&#225;lculos de aparato: espera aprovechar la popularidad de Besancenot para fortalecer su peso dominante a la izquierda del PS, en detrimento del PG, del PCF, de LO y del POI (dirigido &#233;ste por la corriente lambertista).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La intervenci&#243;n de las corrientes que se reivindican de la revoluci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La GR (que ten&#237;a 4 o 5 delegados) se limit&#243; a defender en comisi&#243;n una enmienda a los principios fundadores, explicitando la definici&#243;n de socialismo. A pesar de su rechazo, acept&#243; votar a favor los principios fundadores. La direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA ha recompensado su docilidad otorg&#225;ndole 2 o 3 representantes en el CPN (direcci&#243;n oficial del NPA, compuesta de 192 miembros) y la autorizaci&#243;n para seguir publicando su propio peri&#243;dico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La FLO (que ten&#237;a 17 delegados) no defendi&#243; ninguna enmienda sobre los principios fundadores, present&#243; una enmienda sobre los estatutos que apuntaba a permitir a una corriente que deseara integrar el NPA que conserve durante un primer tiempo sus propias estructuras, enmienda pensada principalmente para ella misma, rechazada en plenario (97 a favor) y una enmienda correcta, aunque insuficiente, a la resoluci&#243;n pol&#237;tica que propon&#237;a una orientaci&#243;n hacia la clase obrera, subrayando la necesidad de independencia en relaci&#243;n a las direcciones sindicales y la construcci&#243;n de estructuras de autoorganizaci&#243;n en los movimientos (136 a favor, 284 en contra). En el congreso, los militantes de la FLO se abstuvieron sobre los principios fundadores, mientras que algunos de ellos hab&#237;an votado a favor en las asambleas generales electivas al Congreso. Por eso la direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA hizo rechazar su enmienda a los estatutos y no le dio m&#225;s que observadores al CPN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solamente los militantes que se reconoc&#237;an en un proyecto de Tendencia defensor del comunismo, la revoluci&#243;n y la autoorganizaci&#243;n, que reagrupaba a los militantes del Grupo CRI, de la LCR y de los j&#243;venes militantes llegados a la pol&#237;tica con el NPA, que le hab&#237;a propuesto en vano a los dem&#225;s grupos una intervenci&#243;n com&#250;n, aunque sea parcial, llevaron adelante una lucha pol&#237;tica sistem&#225;tica. No propusieron simplemente un conjunto de enmiendas a los principios fundacionales y a los estatutos, sino que tambi&#233;n tuvieron una resoluci&#243;n alternativa sobre la orientaci&#243;n pol&#237;tica y sobre las elecciones europeas. Por eso, la direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA primero se esforz&#243; por limitar su presencia en el Congreso, al imponer muy frecuentemente votos por mayor&#237;a y no proporcionales para la elecci&#243;n de delegados, permitiendo a la mayor&#237;a elegir a qu&#233; minor&#237;a tolerar&#237;a. Durante el Congreso, los 3 delegados por la Tendencia llevaron un tenaz combate en condiciones dif&#237;ciles, que les hizo ganar la simpat&#237;a de un cierto n&#250;mero de delegados, molestos por la manera en que la direcci&#243;n (mal)trataba a nuestros camaradas. La direcci&#243;n del NPA se neg&#243; a que las diez enmiendas a los principios fundacionales, defendidas por la Tendencia, todas votadas al menos en una asamblea general electiva, sean defendidas una a una, como todas las dem&#225;s enmiendas, con el fin de evitar que un texto defendido por la Tendencia logre muchos votos, por ejemplo la enmienda que propon&#237;a volver a agregar a la ONU a la lista de instituciones del imperialismo. Sometidas en bloque a sesi&#243;n plenaria, estas enmiendas que se pronunciaban claramente por un partido de clase, comunista y revolucionario, a pesar de la muy clara invitaci&#243;n de la LCR a votarlas en contra, recogieron 16 votos, o sea cerca del 3% de los delegados al Congreso manifestaron de esta forma su acuerdo global con la Tendencia sobre los principios fundadores. El proyecto de resoluci&#243;n social y pol&#237;tica alternativa a la del CAN pon&#237;a el acento en la necesidad de ligar todas las reivindicaciones al combate por el gobierno de los trabajadores y la expropiaci&#243;n del capital, sobre la necesidad de un programa concreto para las luchas inmediatas, sobre el combate por la autoorganizaci&#243;n y contra las direcciones sindicales. Este texto bastante largo, que el CAN se neg&#243; a publicar en los boletines preparatorios, era desconocido para los delegados antes que recibieran el folleto distribuido por la Tendencia al comienzo del Congreso: por eso no obtuvo m&#225;s que 7 votos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, la resoluci&#243;n de la Tendencia sobre las elecciones europeas, alternativa a la del CAN, denunciaba la ilusi&#243;n en una supuesta &#8220;Europa social&#8221;, afirmaba claramente la imposibilidad de reformar a la Uni&#243;n Europea capitalista, la necesidad de oponerle la perspectiva de Estados Unidos socialistas de Europa, y la imposibilidad de lograrlo por otra v&#237;a que no sea la revoluci&#243;n, contrariamente a lo que la resoluci&#243;n del CAN suger&#237;a, hablando de defender tal orientaci&#243;n en el seno de una Asamblea Constituyente Europea. Finalmente, destacaba que la intervenci&#243;n en las elecciones no era m&#225;s que una t&#225;ctica subordinada a la intervenci&#243;n en la lucha de clases, para hacer conocer el programa del partido. Por eso exclu&#237;a toda alianza electoral con el PCF y el PG, pero dejaba la puerta abierta a un acuerdo con un partido que reivindique la revoluci&#243;n, como LO. Esta resoluci&#243;n tuvo 13 votos, o sea m&#225;s del 2% de los delegados al congreso. La direcci&#243;n de la ex LCR y del NPA no vacil&#243; en violar los estatutos del partido adoptados en la v&#237;spera para disminuir la representaci&#243;n de Unir y sus simpatizantes en el CPN e impedir pura y simplemente a la Tendencia estar aqu&#237; representada. En efecto, si existen sensibilidades diferentes, el CPN debe ser elegido proporcionalmente, lo que le habr&#237;a permitido a la Tendencia obtener entre 1 y 4 representantes al CPN. Los delegados de Unir pudieron tomar la palabra en la sesi&#243;n para protestar y obtuvieron finalmente 13 representantes en lugar de los 5 previstos, pero menos que el 15% recibido por su texto y ninguno de los dirigentes hist&#243;ricos de esta corriente figura entre ellos. En cambio, dos delegados de la Tendencia, que simplemente reivindicaron la aplicaci&#243;n de los estatutos fueron impedidos de hablar e incluso retirados de la sala por el servicio de orden.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Balance provisorio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si, por un lado, el NPA contribuye a politizar a muchos trabajadores y j&#243;venes, por el otro, su fundaci&#243;n se acompa&#241;a con una ruptura neta, oficial y publicitada de la LCR con la corriente pol&#237;tica de la que proviene, el trotskismo. Cuando ya desde hace d&#233;cadas su direcci&#243;n lleva adelante una pol&#237;tica centrista, a menudo derechista, regularmente oportunista, su decisi&#243;n de renunciar a reivindicarse abiertamente del comunismo y de la revoluci&#243;n, e incluso a defender esa herencia dentro del NPA constituye un salto cualitativo. Es muy significativo que haya sido trivial durante el congreso, para rechazar una enmienda, escuchar levantar un &#8220;argumento&#8221; como: &#161;pero esa es una posici&#243;n leninista-trotskista&#8230;! Contradictoriamente, aunque la mayor&#237;a de la direcci&#243;n de la ex LCR haya usado todo su peso para hacer adoptar el nombre &#8220;NPA&#8221;, el nombre &#8220;PAR&#8221; (Partido Anticapitalista Revolucionario) recogi&#243; sin embargo el 45% de los votos, marcando la fidelidad de muchos al proyecto revolucionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El congreso puso en evidencia que el NPA est&#225; lejos de ser homog&#233;neo. Si bien hoy est&#225; dominado por un poderoso centro, &#233;l mismo heterog&#233;neo, sostenido por el &#233;xito electoral de Besancenot que pesa en el 60% a 80% del congreso, existe all&#237; un ala derecha relativamente organizada que representa aproximadamente el 20% de los delegados, y un ala izquierda atomizada, que agrup&#243; en algunas cuestiones parciales hasta el 20% de los votos. En el seno de la izquierda, los revolucionarios consecuentes, que se reivindican del programa hist&#243;rico de la IV Internacional y que llevan una lucha para que el partido adopte una pol&#237;tica comunista revolucionaria, no constituyen, por el momento, m&#225;s que una peque&#241;a minor&#237;a. Pero el desarrollo de la crisis econ&#243;mica del capitalismo y de la lucha de clases contribuir&#225; a atraer a miles de nuevos trabajadores y j&#243;venes hacia el NPA y a radicalizar a la izquierda del partido, todav&#237;a confundida y atomizada, abriendo a los revolucionarios la posibilidad de convencer a una mayor&#237;a de sus militantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;i&gt;* Firmante del proyecto de una tendencia del NPA que defiende el comunismo, la revoluci&#243;n y la autoorganizaci&#243;n; delegada del congreso de fundaci&#243;n del NPA.&lt;/i&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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