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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Greve geral na It&#225;lia</title>
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		<dc:date>2008-11-05T00:00:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Compa&#241;eras y compa&#241;eros del Collettivo ComunistaVia Efeso (Roma)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Italia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;A manifesta&#231;&#227;o nacional que atravessou Roma demonstrou que a greve geral convocada pelo sindicalismo de base teve um importante &#234;xito.&lt;/p&gt;

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 <content:encoded>&lt;img src='https://www.ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH51/arton1546-973d9.jpg?1694606295' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='51' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;O governo de Berlusconi se apressa para descarregar brutalmente a atual crise sobre os trabalhadores e as classes populares. Assim como Prodi, seu predecessor de centro-esquerda busca dividir cada vez mais os trabalhadores para amortecer os efeitos de uma crise que h&#225; tempos vinha se manifestando. Al&#233;m de medidas racistas contra os imigrantes, uma reforma educacional que d&#225; continuidade &#225;s medidas privatizantes e pr&#243;-patronais impostas por Prodi e uma campanha brutal contra os trabalhadores estatais, com cortes e aumento da precariza&#231;&#227;o, a Confindustria, a grande patronal italiana, tenta impor uma reforma dos Conv&#234;nios nacionais de trabalho. No entanto, o outono na It&#225;lia come&#231;ou a ficar quente. Setores da classe oper&#225;ria e da juventude, dos quais j&#225; 15 milh&#245;es est&#227;o abaixo da linha da pobreza, est&#227;o come&#231;ando a entrar em a&#231;&#227;o. Em setembro, a her&#243;ica resist&#234;ncia dos trabalhadores de Alitalia demonstrou que algo podia estar mudando no estado de &#226;nimo da classe. Por sua vez, com enfrentamentos e as manifesta&#231;&#245;es antiracistas apareceram massivamente os &#034;italianos de segunda gera&#231;&#227;o&#034; dos sub&#250;rbios (filhos e netos de imigrantes, nascidos na It&#225;lia). Crescem os protestos entre docentes, secundaristas e universit&#225;rios, com marchas de padres e professores, e ocupa&#231;&#245;es de escolas e universidades nas grandes cidades italianas. A &#250;ltima not&#237;cia &#233; que Berlusconi amea&#231;a usar a pol&#237;cia para p&#244;r fim ao protesto estudantil e &#225;s tomadas de universidades e de escolas. Este novo clima social for&#231;ou setores da burocracia sindical a relocalizarem-se. Outro sintoma da intensidade da atual onda de lutas: o Partido Democrata de Veltroni, depois de ter vacilado em manter sua manifesta&#231;&#227;o nacional de 25 de outubro, em nome do &#034;sentido de responsabilidade nacional&#034; pela crise econ&#244;mica, chama agora com tudo a mobiliza&#231;&#227;o e, enquanto fechamos esta nota, pediu a retirada da reforma Gelmini, para n&#227;o ficar descolado das mobiliza&#231;&#245;es. Por outro lado, este novo clima preencheu de um conte&#250;do distinto as manifesta&#231;&#245;es que haviam sido programadas h&#225; um tempo atr&#225;s, como a de 11 de outubro, convocada pelo Refundazione Comunista (PRC) e os Comunistas Italianos (PdCI), que serviu de canal de express&#227;o para dezenas de milhares de jovens e trabalhadores fartos da pol&#237;tica do governo, e para a massiva greve geral de 17 de outubro, convocada pelo sindicalismo de base e &#227; qual damos continuidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A manifesta&#231;&#227;o nacional que atravessou Roma demonstrou que a greve geral convocada pelo sindicalismo de base (RdB-CUB, Cobas e SdL1) teve um importante &#234;xito. A ades&#227;o &#227; paraliza&#231;&#227;o foi superior ao previsto. Apesar da chuva que caiu durante toda a manh&#227; sobre a capital, uma imponente manifesta&#231;&#227;o (500.000 pessoas segundo os organizadores, 350.000 segundo o ' La Repubblica' ) desfilou durante mais de quatro horas entre Repubblica e Piazza San Giovanni.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outras mobiliza&#231;&#245;es contra o governo se organizaram em todo o pa&#237;s. Em Mil&#224;o uma manifesta&#231;&#227;o convocada pela CUB e pela SlaiCoba s&#178; confluiu com outras duas mobiliza&#231;&#245;es, uma dos docentes e outra dos estudantes, e marchou at&#233; a Reitoria. Depois de lan&#231;ar ovos e bombas, os estudantes arrancaram as cercas e deixaram em frente &#227; porta principal uma bandeirola na qual estava escrito &#034;Bloqueamos o decreto [de reforma do setor educacional], ocupa&#231;&#227;o! A escola est&#225; contra Gelmini [ministra da Educa&#231;&#227;o]! A revolta est&#225; na rua e apenas come&#231;ou!&#034;. Greves e manifesta&#231;&#245;es paralizaram tamb&#233;m o tr&#226;nsito em N&#225;poles e Palermo, enquanto os estudantes de Floren&#231;a, Pisa e Siena se mobilizaram, ocupando as universidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(...) Em 17 de outubro foi enviada uma clara mensagem a Berlusconi. A greve mostrou que sua pol&#237;tica de cortes salariais, de ataque ao setor p&#250;blico, de ataques &#227; educa&#231;&#227;o, n&#227;o cai bem a muitos, e menos ainda aos setores mais din&#226;micos dos trabalhadores e dos estudantes. A paraliza&#231;&#227;o deixou claro que o governo n&#227;o poder&#225; passar automaticamente sua pol&#237;tica, ao menos n&#227;o sem ter que &#034;pagar algum pre&#231;o&#034;. E mais, quanto mais caro pague Berlusconi pelos ataques que est&#225; desencadeando, se o governo se debilita, em melhores condi&#231;&#245;es estar&#225; a classe oper&#225;ria da pen&#237;nsula para lutar e reorganizar suas fileiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Professores, estudantes, estatais, trabalhadores do transporte, prec&#225;rios, todos unidos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem s&#227;o os que sa&#237;ram &#225;s ruas e por quais motivos? O setor mais vis&#237;vel foi o que a imprensa italiana chama de &#034;o povo das escolas&#034;, o magist&#233;rio, golpeado tr&#234;s vezes: pela ofensiva generalizada contra a classe trabalhadora (reforma dos conv&#234;nios nacionais de trabalho, redu&#231;&#227;o dos sal&#225;rios e das jubila&#231;&#245;es, etc.), pelos cortes aos servi&#231;os p&#250;blicos, e pelo ataque &#227; educa&#231;&#227;o (a reforma Gelmini prev&#234; uma redu&#231;&#227;o dos professores, a privatiza&#231;&#227;o, em &#250;ltima inst&#226;ncia, das universidades, atrav&#233;s de sua transforma&#231;&#227;o em &#034;Funda&#231;&#245;es&#034;, a implementa&#231;&#227;o de um modelo educacional mais autorit&#225;rio e repressivo ainda, etc.).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estavam tamb&#233;m os trabalhadores do setor p&#250;blico. (...) Berlusconi pretende aprofundar uma orienta&#231;&#227;o levada adiante nos &#250;ltimos anos tanto pelos governos de centro-esquerda como de centro-direita, e que consiste em prosseguir com os cortes &#227; administra&#231;&#227;o p&#250;blica, tanto do ponto de vista financeiro como ocupacional. (...) Se notou a grande presen&#231;a, nas distintas marchas, dos trabalhadores do transporte. Com a paraliza&#231;&#227;o, perturbaram o tr&#226;nsito em v&#225;rias cidades, como o mostra por exemplo os 33% de ades&#227;o &#227; greve em Roma. Estavam igualmente os trabalhadores prec&#225;rios, do setor p&#250;blico em particular. (...)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, a mobiliza&#231;&#227;o excedeu a todos aqueles setores influenciados pelas organiza&#231;&#245;es do sindicalismo de base. A&#237; mora talvez a maior novidade e potencialidade da mobiliza&#231;&#227;o e da fase atual. Entre os manifestantes havia muitos trabalhadores n&#227;o sindicalizados ou outros que t&#234;m o carn&#234; de afiliado, em particular a principal organiza&#231;&#227;o sindical na It&#225;lia, a CGIL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Que perspectivas ter depois da paraliza&#231;&#227;o do dia 17?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; certo que os objetivos defendidos pelos organizadores da greve do dia 17 (n&#227;o aos cortes nos servi&#231;os p&#250;blicos, n&#227;o &#227; precariza&#231;&#227;o trabalhista, por aumentos salariais e escala m&#243;vel, contra a especula&#231;&#227;o banc&#225;ria e burs&#225;til, por um sal&#225;rio social) t&#234;m uma matriz reformista-redistributiva (keynesiana de esquerda). &#201; certo tamb&#233;m que o conte&#250;do de uma mobiliza&#231;&#227;o imp&#245;e tamb&#233;m aos que aderem a greve e o movimento real. Desde este ponto de vista, considerando a redu&#231;&#227;o das margens redistributivas, os trabalhadores que pararam e sa&#237;ram &#225;s ruas poderiam revelar-se mais &#034;antisistema&#034; e &#034;incompat&#237;veis&#034; em rela&#231;&#227;o &#225;s reivindica&#231;&#245;es colocadas pelas dire&#231;&#245;es do sindicalismo de base.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes da greve do dia 17, as dire&#231;&#245;es burocr&#225;ticas do sindicalismo haviam anunciado (sem dar nenhum calend&#225;rio nem precisar as modalidades das a&#231;&#245;es de for&#231;a) uma s&#233;rie de mobiliza&#231;&#245;es no setor da educa&#231;&#227;o e do funcionalismo p&#250;blico. Ao mesmo tempo, no entanto, se declaravam dispostas a seguir dialogando com o governo como demonstraram as declara&#231;&#245;es p&#250;blicas de Bonnani, l&#237;der da CISL, e de Angeletti, principal dirigente da UIL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O chamado a se tomarem medidas de for&#231;a por parte da burocracia tinha como objetivo debilitar a greve do sindicalismo de base. &#201; sintoma tamb&#233;m de uma mudan&#231;a do estado de &#226;nimo em alguns setores mobilizados. Tendo em conta, por exemplo, as assembl&#233;ias de trabalhadores estatais nas quais participamos: o conjunto dos trabalhadores atacados pelo governo, pouco sindicalizados e que ainda n&#227;o romperam com as dire&#231;&#245;es pol&#237;ticas burguesas de centro-esquerda e com as dire&#231;&#245;es burocr&#225;ticas dos sindicatos, hoje em dia exigem, ainda que timidamente e sem ter a capacidade de imposi&#231;&#227;o, uma luta verdadeira, eficaz e unit&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Considerando a fase que estamos atravessando, a greve do dia 17 n&#227;o pode ficar (...) como uma mera paraliza&#231;&#227;o cujo principal objetivo consiste em refor&#231;ar organizativamente o espa&#231;o do qual disp&#245;em os sindicatos de base. Se as dire&#231;&#245;es do sindicalismo de base colocassem o problema da constru&#231;&#227;o de uma contra-ofensiva real e eficaz contra o governo, se soubessem retomar a bandeira das distintas lutas que atravessam a pen&#237;nsula hoje em dia, ent&#227;o a greve do dia 17 poderia transformar-se na primeira etapa de um movimento que sirva para construir uma frente de luta mais ampla, permanente e combativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A greve do dia 17, com os trabalhadores e os estudantes que aderiram &#227; medida de for&#231;a de forma mais massiva que o previsto, foi um marco. Saber&#227;o as for&#231;as sindicais e pol&#237;ticas que se reivindicam combativas e classistas dar uma resposta a suas exig&#234;ncias? No comunicado nacional p&#243;s-greve, a dire&#231;&#227;o dos Cobas diz que &#034;a entusiasmante manifesta&#231;&#227;o romana envia uma mensagem unit&#225;ria e de conscientiza&#231;&#227;o para seguirem mais fortes que nunca na defesa dos direitos sociais e dos trabalhadores para todas e todos: adiante!&#034;. Prosseguir nesta dire&#231;&#227;o significaria levar adiante uma batalha conseq&#252;ente e unit&#225;ria (baseada em assembl&#233;ias oper&#225;rias, na abertura para as lutas atuais, inclusive quando est&#227;o hegemonizadas pela burocracia, etc.) para estender a atual frente de luta e transform&#225;-la em um movimento mais geral contra o governo e a patronal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#185; Segundo as siglas em italiano, Representantes de Base-Confedera&#231;&#227;o Unit&#225;ria de Base (RdB-CUB), Confedera&#231;&#227;o dos Comit&#234;s de Base (Cobas), Sindicato dos Trabalhadores Intercategorial (SdL), as tr&#234;s principais organiza&#231;&#245;es sindicais de base na It&#225;lia. Por mais que tenham um peso menor, se caracterizam por posi&#231;&#245;es mais radicais que as das confedera&#231;&#245;es sindicais hist&#243;ricas, CGIL, CISL y UIL [NdT].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#178; O Sindicato de Trabalhadores Auto-organizados Intercategorial-Comit&#234;s de Base (SlaiCobas, segundo suas siglas italianas), de menor envergadura em rela&#231;&#227;o aos outros sindicatos de base, defende geralmente posi&#231;&#245;es mais combativas e classistas [NdT].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Traduzido por Luciana Machado&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>&#191;Ser&#225; caliente el oto&#241;o este a&#241;o?</title>
		<link>https://www.ft-ci.org/Sera-caliente-el-otono-este-ano</link>
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		<dc:date>2008-10-28T13:47:43Z</dc:date>
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		<dc:creator>Compa&#241;eras y compa&#241;eros del Collettivo ComunistaVia Efeso (Roma)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;Estas &#250;ltimas semanas, como todos pudimos constatar mirando las tradicionales fotos tomadas luego de los m&#250;ltiples encuentros y diversas cumbres que se sucedieron casi a diario, los representantes de la burgues&#237;a internacional ponen cara seria y han perdido mucho de su soberbia mientras observan con preocupaci&#243;n los altibajos de las principales bolsas y se prev&#233; cada vez m&#225;s la perspectiva de una recesi&#243;n mundial. &lt;br class='autobr' /&gt;
Seg&#250;n Berlusconi &#8220;l'Italia sta bene&#8221;, mientras 15 millones de Italianos (&#8230;)&lt;/p&gt;


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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Estas &#250;ltimas semanas, como todos pudimos constatar mirando las tradicionales fotos tomadas luego de los m&#250;ltiples encuentros y diversas cumbres que se sucedieron casi a diario, los representantes de la burgues&#237;a internacional ponen cara seria y han perdido mucho de su soberbia mientras observan con preocupaci&#243;n los altibajos de las principales bolsas y se prev&#233; cada vez m&#225;s la perspectiva de una recesi&#243;n mundial.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seg&#250;n Berlusconi &#8220;l'Italia sta bene&#8221;, mientras 15 millones de Italianos viven en la pobreza&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El &#250;nico que en aquellas fotos segu&#237;a con su sonrisa perpetua era Berlusconi. Hasta tuvo el incre&#237;ble &#8220;m&#233;rito&#8221; de afirmar que Italia, furg&#243;n de cola de la econom&#237;a europea en la &#250;ltima d&#233;cada y media, &#8220;era el pa&#237;s mejor preparado para enfrentar la crisis&#8221;... &lt;br class='autobr' /&gt;
Hubiera sido m&#225;s honesto plantear que el tercer gobierno de Berlusconi se est&#225; preparando para enfrentar la crisis descarg&#225;ndola brutalmente sobre el proletariado y las clases explotadas de la pen&#237;nsula. Pero bien se sabe que la honestidad no es un valor cardinal para &#8220;el Cavaliere&#8221;, menos a&#250;n la honestidad intelectual. &lt;br class='autobr' /&gt;
Desde su llegada al poder en mayo de este a&#241;o, el centro derecha italiano se caracteriz&#243; por una fren&#233;tica y reaccionaria actividad legislativa, en plena continuidad, es menester reconocerlo, con la orientaci&#243;n del anterior gobierno de Prodi. &lt;br class='autobr' /&gt;
Por m&#225;s que, desde el punto de vista de los intereses de la gran burgues&#237;a italiana, la ofensiva que est&#225; llevando adelante Berlusconi tal vez no est&#233; a las alturas de las inc&#243;gnitas que pesan hoy m&#225;s que nunca sobre la econom&#237;a italiana, a ra&#237;z de la aceleraci&#243;n de la crisis, sus blancos principales siguen siendo los mismos que los del precedente gabinete de centro izquierda que gobern&#243; durante casi dos a&#241;os, entre 2006 y 2008, con el apoyo de Refundaci&#243;n Comunista (PRC) y los Comunistas italianos (PdCI): atomizar cada vez m&#225;s, en el plano social y econ&#243;mico, al asalariado, para acolchonar los efectos de la crisis solapada que ya ven&#237;a manifest&#225;ndose en Italia desde hace tiempo. &lt;br class='autobr' /&gt;
Para dar unos pocos ejemplos en materia de pol&#237;tica interna, &#8220;el Cavaliere&#8221; retom&#243; con todo la pol&#237;tica racista que defendi&#243; Prodi y sus ministros entre 2006 y 2008, incluso la profundiz&#243; para satisfacer su base social y responder a las presiones de la racista Liga Norte y los pos fascistas de Alianza Nacional. Por ejemplo, extendi&#243; a escala nacional el estado de emergencia para &#8220;resolver&#8221; el &#8220;problema de la inmigraci&#243;n clandestina&#8221; e hizo votar una serie de leyes llamadas &#8220;paquete seguridad&#8221;, copiadas del proyecto que hab&#237;a sido presentado meses atr&#225;s por el ex ministro de Interior de centro izquierda, Amato. &lt;br class='autobr' /&gt;
En el plano de los ataques m&#225;s globales a la clase obrera, mientras que su ministra de Educaci&#243;n, Gelmini, est&#225; preparando una reforma educativa en perfecta continuidad con el esp&#237;ritu de las primeras medidas privatizadoras y pro patronales votadas bajo el primer gobierno de Prodi (reforma Berlinguer). El ministro de Funci&#243;n P&#250;blica, Brunetta, est&#225; desencadenando una brutal campa&#241;a contra los trabajadores estatales basada en recortes presupuestarios y mayor precarizaci&#243;n. Paralelamente, Confindustria, la gran patronal, viene negociando desde hace meses una reforma de los Convenios colectivos de trabajo a nivel nacional, que ya alentaba el centro izquierda cuando estaba en el gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desde mediados de septiembre, el retorno de las luchas sociales&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La gran discontinuidad en relaci&#243;n a los primeros meses de gobierno de centro derecha y de &#8220;anestesia social&#8221; que bloque&#243; a la clase obrera bajo el gobierno de Prodi, est&#225; en el hecho de que algunos batallones de la clase obrera y de la juventud est&#225;n empezando a entrar en acci&#243;n, azotados por los efectos de una crisis econ&#243;mica que reci&#233;n ahora est&#225;n mostrando los telediarios de la pen&#237;nsula, pero cuyos efectos ya ven&#237;an golpeando desde hace tiempo a las clases populares&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Seg&#250;n un informe publicado el 15/10 por Caritas, la principal ONG cat&#243;lica (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;br class='autobr' /&gt;
Inmediatamente despu&#233;s de la victoria del centro derecha, indirectamente empujada por el rotundo fracaso del centro izquierda y de sus ex aliados &#8220;comunistas&#8221;, fruto de casi dos a&#241;os de pol&#237;tica antiobrera y antipopular, la vanguardia de clase no supo reaccionar ante la arrogancia de las primeras medidas adoptadas por &#8220;el Cavaliere&#8221;. En cuanto a las principales confederaciones sindicales, CGIL, CISL y UIL, despu&#233;s de haber apoyado con todo la orientaci&#243;n antipopular del gobierno de la Uni&#243;n, adoptaban una orientaci&#243;n abiertamente pro patronal en perfecta sinton&#237;a con el &#8220;dialoguismo constructivo&#8221; pregonado por Veltroni, l&#237;der del Partido Dem&#243;crata (la &#8220;oposici&#243;n&#8221; de centro izquierda), en relaci&#243;n al gobierno. Respecto a la reforma del de los Convenios Colectivos, las tres organizaciones estaban dispuestas a firmar cualquier reforma. En relaci&#243;n al plan de reestructuraci&#243;n de Alitalia, la compa&#241;&#237;a a&#233;rea nacional que amenazaba con quebrar, estaban de acuerdo en descargar el precio de la privatizaci&#243;n en las espaldas de los trabajadores aeroportuarios&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El plan de salvataje original, que termin&#243; pasando a pesar de la heroica (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. En fin, a las tres confederaciones no les parec&#237;a nada escandaloso el proyecto de reforma Gelmini.&lt;br class='autobr' /&gt;
Sin embargo, por una combinaci&#243;n hast&#237;o pasivo en relaci&#243;n al gobierno Berlusconi, de presi&#243;n de la base y determinaci&#243;n de algunos sectores, cambi&#243; el clima social en el pa&#237;s, forzando al mismo tiempo a la CGIL a reconsiderar sus posiciones, sin romper obviamente en &#250;ltima instancia con su estrategia dialoguista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La her&#243;ica resistencia de los trabajadores de Alitalia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todo empez&#243; en septiembre cuando, amenazados con terminar siendo lisa y llanamente despedidos si no aceptaban un empeoramiento de sus condiciones de trabajo y de salarios, los trabajadores de Alitalia en lucha rechazaron en primera instancia la oferta de los compradores de la compa&#241;&#237;a. Por m&#225;s que no hayan podido triunfar, la heroica resistencia de los trabajadores aeroportuarios, que la criminal pol&#237;tica de la CGIL en particular mantuvo completamente aislada, demostr&#243; que el estado de &#225;nimo en algunos sectores obreros pod&#237;a comenzar a cambiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por primera vez empiezan a movilizarse las &#8220;banlieues&#8221; italianas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En aquellos mismos d&#237;as se multiplicaron las agresiones y cr&#237;menes racistas perpetradas por los distintos brazos armados de la burgues&#237;a italiana: asesinato de un &#237;talo-africano en Mil&#225;n a manos de comerciantes, agresi&#243;n a un estudiante africano en Parma por la polic&#237;a municipal, y brutal ataque contra seis inmigrantes africanos que terminaron baleados a mansalva por sicarios mafiosos en Castelvolturno, en la zona de N&#225;poles, por el brazo armado de un sector de la burgues&#237;a del Sur que controla, entre otras cosas, el mercado agroindustrial, basado en la sobreexplotaci&#243;n de los inmigrantes sin papeles. En un clima de exacerbada xenofobia, alentado por la pol&#237;tica del gobierno y sus leyes racistas, los trabajadores inmigrantes tuvieron el coraje de decir &#8220;&#161;basta!&#8221;. Alzaron barricadas y se enfrentaron con la polic&#237;a en Castelvolturno mientras que en el Norte del pa&#237;s los &#8220;Italianos de segunda generaci&#243;n&#8221; (hijos y nietos de inmigrantes, nacidos en Italia), discriminados y marginados, hicieron aparici&#243;n por primera vez en forma masiva. Despu&#233;s de una imponente movilizaci&#243;n de la &#8220;banlieue&#8221; de Mil&#225;n en protesta contra el asesinato del joven Abdul, las manifestaciones anti racistas del 4 de octubre en Roma y Caserta (N&#225;poles) demostraron tambi&#233;n cierta disposici&#243;n a la lucha en importantes sectores de vanguardia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crecen las protestas entre docentes, secundarios y universitarios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En fin, mientras iba aumentando el malhumor en la administraci&#243;n p&#250;blica, se empez&#243; a difundir el descontento en las escuelas de todo el pa&#237;s. En las &#250;ltimas semanas, fue creciendo la movilizaci&#243;n a la cual empezaron a sumarse los secundarios y universitarios, para protestar contra la reforma Gelmini. Bolo&#241;a, Tur&#237;n, Roma, Mil&#225;n, todas las grandes ciudades italianas fueron escenario de marchas de padres de alumnos con sus hijos al lado del magisterio mientras aumentaban las ocupaciones de escuelas. En los &#250;ltimos d&#237;as, son las universidades las que se empiezan a movilizar paulatinamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las movilizaciones de la primera quincena de octubre podr&#237;an marcar una nueva etapa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este nuevo clima social tuvo dos impactos inmediatos. Forz&#243; por una parte a sectores de la burocracia sindical a cambiar de orientaci&#243;n para no perder la iniciativa y terminar rebasados por las movilizaciones. Por otra parte, llen&#243; de un contenido distinto las manifestaciones que tuvieron lugar en octubre y que hab&#237;an sido programadas tiempo atr&#225;s, antes de que cambiase el panorama de las luchas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La CGIL de Epifani forzada a ubicarse algo m&#225;s la izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por un lado, la misma direcci&#243;n de la CGIL tuvo que reposicionarse para no quedar desenganchada del proceso actual de movilizaciones entre los sectores m&#225;s din&#225;micos. Por m&#225;s que deje entreabierta la puerta de las negociaciones y pueda llamar a suspender las medidas de fuerza previstas o agitadas (sobre todo en el sector de la educaci&#243;n), en caso de que &#8220;el gobierno quiera reabrir el di&#225;logo&#8221;, l&#237;der de la CGIL, Epifani, tuvo que radicalizar sus posiciones. Tomando en cuenta la movilizaci&#243;n cada vez m&#225;s activa de las escuelas y colegios, la CGIL tuvo que llamar a un paro el 30 de octubre que a su vez tuvieron que tomar en consideraci&#243;n tanto la CISL como la UIL. En otros sectores, como en el caso de la investigaci&#243;n cient&#237;fica o de la administraci&#243;n p&#250;blica, la presi&#243;n no es a&#250;n lo suficientemente fuerte como para forzar a la burocracia a llamar decisivamente a parar, aunque no se pueda excluir de antemano, en caso de una mayor radicalizaci&#243;n de la situaci&#243;n social, que se llame a huelgas sectoriales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La manifestaci&#243;n del 11 de octubre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En relaci&#243;n a la agenda de movilizaciones que ya hab&#237;a sido programada con antelaci&#243;n para la primera mitad del mes de octubre desde las m&#225;s variadas perspectivas pol&#237;ticas, se vio a su vez trasformada desde dentro por el clima social imperante. Lo m&#225;s llamativo fue el caso de la manifestaci&#243;n del 11 de octubre convocada en Roma por los integrantes de la ex &#8220;Izquierda arcoiris&#8221; (Sinistra Arcobaleno, SinArc), que sali&#243; fuertemente golpeada de las &#250;ltimas elecciones&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El frente electoral conformado fundamentalmente por Refundaci&#243;n (PRC), el (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;br class='autobr' /&gt;
Partiendo de un llamado gen&#233;ricamente moderado (&#8220;por otra Italia, por otra pol&#237;tica&#8221;), la movilizaci&#243;n del 11 ten&#237;a como objetivo original para sus organizadores (bur&#243;cratas y ex ministros que hasta hace pocos meses atr&#225;s apoyaban la pol&#237;tica antiobrera de Prodi y votaban los cr&#233;ditos de guerra), recuperar cierto consenso perdido, llamando a manifestar contra el centro derecha. La movilizaci&#243;n, en el clima actual, se llen&#243; de otro contenido, sirviendo de canal de expresi&#243;n para decenas de miles de j&#243;venes y trabajadores que manifestaron su hast&#237;o con la pol&#237;tica del gobierno, sin que se pueda reducir la marcha a una mera operaci&#243;n instrumental como hab&#237;a sido prevista por la c&#250;pula dirigente de la ex SinArc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La huelga general del 17 de octubre convocada por el sindicalismo de base&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La huelga general convocada por las principales organizaciones del sindicalismo de base (RdB-CUB, Cobas y SdL), en base a una asamblea de delegados organizada en Mil&#225;n el 17 de mayo pasado, vivi&#243; un proceso similar. Lo que hab&#237;a sido programado como la principal manifestaci&#243;n opositora del oto&#241;o, termin&#243; siendo una de las etapas de un proceso m&#225;s amplio que rebasa los sectores de vanguardia influenciados por el sindicalismo de base. Se transform&#243; al mismo tiempo en una ocasi&#243;n de confluencia objetiva con los sectores movilizados del magisterio y del movimiento estudiantil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#161;Llamar a coordinar las luchas actuales y extenderlas, la &#250;nica forma para torcerle el brazo al gobierno y a Confindustria!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este nuevo clima social obliga a la vanguardia italiana a pronunciarse ante una disyuntiva fundamental. No hay lugar a dudas de que Epifani est&#225; proponiendo nuevamente, en una etapa menos avanzada a&#250;n, la estrategia de su predecesor, Cofferati, entre 2001 y 2004, bajo el segundo gobierno Berlusconi. Esta estrategia consist&#237;a en llamar a movilizar, incluso mediante huelgas generales, para no perder la capacidad de control sobre los sectores m&#225;s din&#225;micos, haciendo todo lo posible para que no se cree un movimiento coordinado que supere la fragmentaci&#243;n de las luchas y la camisa de fuerza impuesta por la burocracia sindical. &lt;br class='autobr' /&gt;
La capacidad de los trabajadores de la pen&#237;nsula, italianos e inmigrantes, precarios y efectivos, j&#243;venes proletarios y estudiantes, de torcer el brazo al gobierno derechista de Berlusconi y a la gran patronal, no depende s&#243;lo del desarrollo de las movilizaciones actuales y de su extensi&#243;n. Depende tambi&#233;n de su capacidad de superar la estrategia de la burocracia sindical que sabe ubicarse como interlocutor &#8220;responsable&#8221; de la burgues&#237;a e instrumentar al mismo tiempo las movilizaciones para no perder su control cuando se vuelva necesario. Esta capacidad de superaci&#243;n de una eventual &#8220;radicalizaci&#243;n cofferattiana&#8221; de Epifani y de la direcci&#243;n de la CGIL, depender&#225; en gran parte de la orientaci&#243;n del sindicalismo de base, y a su vez de las corrientes de extrema izquierda que act&#250;an en su seno. El sindicalismo de base no puede seguir adelante considerando &#250;nicamente su propia agenda pol&#237;tica como si nada nuevo estuviera ocurriendo en el panorama social, por m&#225;s que las movilizaciones actuales, en el magisterio en particular, est&#233;n hegemonizadas por la burocracia confederal. Es preciso romper con cierto sectarismo autoproclamatorio, por m&#225;s radicales que parezcan las acciones de fuerza del 17 de octubre, para que las organizaciones combativas y el sindicalismo de base exijan el frente &#250;nico entre todos aquellos que pretenden oponerse al curso actual de la pol&#237;tica del gobierno, para unificar las luchas en curso y coordinarlas. Esta ser&#237;a la &#250;nica manera de sentar las bases de un proceso de lucha, democr&#225;tico y coordinado. Ser&#237;a el &#250;nico camino para hacer posible la perspectiva de contrarrestar la ofensiva del gobierno y de Confindustria, que prosigue m&#225;s rabiosa que nunca. Ser&#237;a la &#250;nica forma para disputarle la direcci&#243;n de los sectores en lucha y de los grandes batallones de la clase obrera que a&#250;n no empezaron a movilizarse, ya no para negociar &#8220;en mejores condiciones&#8221; o &#8220;sobre otras bases&#8221; con Berlusconi y Marcegaglia como dice Epifani, sino para doblegar el gobierno y Confindustria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C&#243;mo escrib&#237;amos en el volante de agitaci&#243;n que sacamos en vistas de la huelga general convocada por el sindcalismo de base el 17 de octubre (ver &#034;Huelga general en Italia&#034;), &#8220;ser&#237;a responsabilidad de todas aquellas corrientes sindicales y pol&#237;ticas que planteaban no tener &#8220;gobiernos amigos&#8221;, [es decir que declaraban no apoyar al gobierno Prodi y con m&#225;s raz&#243;n tendr&#237;an que considerar la necesidad de enfrentar globalmente las pol&#237;ticas reaccionarias de Berlusconi], lanzar un llamado para coordinar desde abajo las movilizaciones y coordinarlas en forma democr&#225;tica, m&#225;s all&#225; de las afiliaciones partidarias y sindicales. &#201;sta ser&#237;a la condici&#243;n para construir una lucha intransigente contra el gobierno y Confindustria, es decir poner en pie un movimiento que vaya hacia una huelga masiva y continuada contra las pol&#237;tica de la burgues&#237;a: esto ser&#237;a el &#250;nico camino coherente y realizable para crear un frente de lucha capaz de contrarrestar la pol&#237;tica de la patronal. Lo que era necesario un a&#241;o atr&#225;s es m&#225;s necesario a&#250;n en esta fase de profundizaci&#243;n de la crisis. Es en esta base que pretendemos interveir en el pr&#243;ximo per&#237;odo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#161;Abajo los ataques a los trabajadores!&lt;br class='autobr' /&gt;
&#161;Exijamos el frente &#250;nico a todas aquellas organizaciones que pretenden oponerse a la pol&#237;tica del gobierno y de la patronal, tanto para contrarrestar la ofensiva reaccionaria desencadenada por Berlusconi y Marcegaglia como para reaccionar ante todo ataque de los que quieren descargar en nuestros hombros el costo de la crisis capitalista!&lt;br class='autobr' /&gt;
Mientras tanto nos tenemos que unificar y coordinar democr&#225;ticamente desde abajo, trabajadores efectivizados y precarios, inmigrantes e italianos, j&#243;venes trabajadores y estudiantes, para discutir de las modalidades de una contraofensiva social y para que la crisis la paguen los capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roma, 19/10/08&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Seg&#250;n un informe publicado el 15/10 por Caritas, la principal ONG cat&#243;lica italiana, en base a datos oficiales, el 15% de los Italianos, la mitad de los cuales son habitantes del Mezzogiorno, el Sur de la pen&#237;nsula, viven con 500-600 euros al mes (670-800 d&#243;lares). El pa&#237;s tiene 15 millones de pobres, mitad de los cuales est&#225;n al l&#237;mite de la pobreza extrema&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El plan de salvataje original, que termin&#243; pasando a pesar de la heroica resistencia de los trabajadores aeroportuarios, consist&#237;a en que el Estado se hiciera cargo de las p&#233;rdidas del grupo, permitir su compra a precio regalado por parte de un grupo de &#8220;patrones patri&#243;ticos&#8221; para que la compa&#241;&#237;a no cayera en &#8220;manos extranjeras&#8221; (lo que suscit&#243; no pocas perplejidades en Bruselas y roces con la Comisi&#243;n europea), para luego mejor poder privatizar definitivamente las ganancias. Obviamente el plan de salvataje preve&#237;a recortes a la plantilla laboral, despidos en las empresas tercerizadas, y una reestructuraci&#243;n desventajosa desde el punto de vista salarial para los trabajadores que quedaban.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El frente electoral conformado fundamentalmente por Refundaci&#243;n (PRC), el PdCI y los Verdes, no logr&#243; obtener esca&#241;o alguno en el Parlamento ni en el Senado&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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