FT-CI

GREVE DO METRÔ

A quatro dias da Copa, todos unidos pela vitória dos metroviários!

08/06/2014

A quatro dias da Copa, todos unidos pela vitória dos metroviários!

No quarto dia da histórica greve dos metroviários de São Paulo, que pararam a principal capital do país a quatro dias da abertura da Copa do Mundo, o Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve abusiva. Mostrando mais uma vez que está a serviço das classes dominantes, o Poder Judiciário viola abertamente o direito democrático de greve alegando que os metroviários deveriam manter 100% dos serviços em funcionamento nos horários de pico. Respaldando a intransigência do governo Alckimin, a Justiça mantém os 8,7% de aumento salarial inicialmente proposto pelo governo e se nega a atender todas demais reivindicações dos grevistas. Com o objetivo de quebrar a crescente disposição de luta que vem se verificando em setores cada vez mais amplos da classe trabalhadora depois do triunfo da greve dos garis do Rio de Janeiro, o Tribunal determina o corte dos dias parados e uma dura multa contra o sindicato. Com isso buscam impor, através de uma punição exemplar aos metroviários, uma derrota ao conjunto da classe trabalhadora.

Mas os metroviários deram uma resposta contundente. Numa assembleia com 3 mil trabalhadores, aprovaram a continuidade da greve por ampla maioria e o reforço dos piquetes. Num uníssono, os trabalhadores agitaram o canto de guerra que era entoado pelos garis do Rio e se espalhou pelo país como expressão de combatividade: “Não tem arrego! Não tem arrego!”. Ainda assim, o governo do Estado segue ameaçando com a demissão em massa dos grevistas como forma de pressionar o retorno ao trabalho.

Os metroviários em greve se colocam como expressão avançada da combatividade que vem se alastrando pela classe trabalhadora quando várias categorias decidem se enfrentar contra a suposta “legalidade” a serviço dos patrões e dos governos para defender suas demandas. Para tal, apoiam-se na sua unidade para a luta e na busca de uma aliança com a população que sofre com serviços públicos caríssimos e de péssima qualidade enquanto rios de dinheiro são destinados aos estádios da Copa para maximizar os lucros da FIFA e seus sócios capitalistas. Apesar do chamado “plano de contingência” através do qual a empresa trabalha para furar a greve utilizando chefes, pessoal da administração e em treinamento, o impacto da paralisação é enorme, não só pelo prejuízo econômico aos capitalistas locais, mas principalmente pelos riscos ã Copa.

No segundo dia de greve, sexta-feira 6/6, a repressão policial ao piquete da estação Ana Rosa, que por várias horas impediu o funcionamento do plano de contingencia, fez com que a greve adquirisse um novo patamar, ganhando as páginas da imprensa internacional. A brutalidade do governo ficou demonstrada com as bombas e as balas de borracha descarregadas sobre os metroviários que buscavam defender seu direito de greve e denunciar os enormes riscos aos quais a empresa estava submetendo a população ao colocar o sistema para funcionar com pessoal sem devido treinamento. Se logo após a greve dos rodoviários o governo havia militarizado toda a cidade, como dezenas de policiais instalados nas áreas externas de estações centrais do metrô, logo após o piquete de Ana Rosa esses policiais passaram a se instalar no interior das estações portando ostensivas metralhadoras.

Com a instalação das Forças Armadas nas ruas para garantir a “lei e a ordem” na Copa e com o silencio frente ã intransigência e a ameaça de corte de ponto por parte de Alckimin, o governo petista de Dilma torna-se cúmplice da repressão deferida pelo governo tucano do Estado de São Paulo contra os metroviários.

Atuando junto com independentes na agrupação Metroviários pela Base, nós militantes da LER-QI temos orgulho de estarmos na linha de frente da luta para colocar de pé essa forte greve, da organização pela base para desenvolver um novo ativismo que foi a base da combatividade dos piquetes, da preparação da categoria para enfrentar a Justiça, do chamado ã unificação de todas as lutas em curso, como a greve dos trabalhadores da USP, numa paralisação nacional e da construção de uma aliança com a população através da defesa da redução das tarifas e da estatização dos transportes sob controle dos trabalhadores, defendendo também a liberação de catraca em diversos momentos. Agora, estamos defendendo com todas as nossas energias: fortalecer a greve e os piquetes. Com a unidade dessa categoria que tem um enorme peso social e com o apoio de trabalhadores e jovens é possível vencer!

A CUT, a CTB e a Força Sindical deveriam fazer ao apoio que declararam na assembleia dos metroviários de sexta-feira 7/8 e convocar uma paralisação nacional que fortaleça essa luta e a unifique com as demais lutas que ocorrem no país. Na medida em que não fazem isso, demonstram sua submissão ao governo de Dilma e Alckimin e sua conivência com a tentativa de impor uma derrota sobre os metroviários.

Todos os sindicatos, organizações políticas, entidades estudantis e populares dirigidos pela esquerda têm a obrigação de fortalecer a mais ampla solidariedade ativa à luta dos metroviários de São Paulo, comparecendo ás ações da categoria e realizando atos e cortes de rua nas várias regiões do país.

Cartão vermelho para o TRT! Pelo direito de greve!

Fortalecer a greve e os piquetes!

Todo apoio aos metroviários!

Abaixo a repressão aos grevistas e ã militarização do metrô!

Nenhuma punição aos grevistas e atendimento das reivindicações!

Todos ao piquete e ato na estação Ana Rosa segunda 9/6 ás 7hs da manhã!

Notas relacionadas

No hay comentarios a esta nota

Periódicos

  • EDITORIAL

    PTS (Argentina)

  • Actualidad Nacional

    MTS (México)

  • EDITORIAL

    LTS (Venezuela)

  • DOSSIER : Leur démocratie et la nôtre

    CCR NPA (Francia)

  • ContraCorriente Nro42 Suplemento Especial

    Clase contra Clase (Estado Español)

  • Movimento Operário

    MRT (Brasil)

  • LOR-CI (Bolivia) Bolivia Liga Obrera Revolucionaria - Cuarta Internacional Palabra Obrera Abril-Mayo Año 2014 

Ante la entrega de nuestros sindicatos al gobierno

1° de Mayo

Reagrupar y defender la independencia política de los trabajadores Abril-Mayo de 2014 Por derecha y por izquierda

La proimperialista Ley Minera del MAS en la picota

    LOR-CI (Bolivia)

  • PTR (Chile) chile Partido de Trabajadores Revolucionarios Clase contra Clase 

En las recientes elecciones presidenciales, Bachelet alcanzó el 47% de los votos, y Matthei el 25%: deberán pasar a segunda vuelta. La participación electoral fue de solo el 50%. La votación de Bachelet, representa apenas el 22% del total de votantes. 

¿Pero se podrá avanzar en las reformas (cosméticas) anunciadas en su programa? Y en caso de poder hacerlo, ¿serán tales como se esperan en “la calle”? Editorial El Gobierno, el Parlamento y la calle

    PTR (Chile)

  • RIO (Alemania) RIO (Alemania) Revolutionäre Internationalistische Organisation Klasse gegen Klasse 

Nieder mit der EU des Kapitals!

Die Europäische Union präsentiert sich als Vereinigung Europas. Doch diese imperialistische Allianz hilft dem deutschen Kapital, andere Teile Europas und der Welt zu unterwerfen. MarxistInnen kämpfen für die Vereinigten Sozialistischen Staaten von Europa! 

Widerstand im Spanischen Staat 

Am 15. Mai 2011 begannen Jugendliche im Spanischen Staat, öffentliche Plätze zu besetzen. Drei Jahre später, am 22. März 2014, demonstrierten Hunderttausende in Madrid. Was hat sich in diesen drei Jahren verändert? Editorial Nieder mit der EU des Kapitals!

    RIO (Alemania)

  • Liga de la Revolución Socialista (LRS - Costa Rica) Costa Rica LRS En Clave Revolucionaria Noviembre Año 2013 N° 25 

Los cuatro años de gobierno de Laura Chinchilla han estado marcados por la retórica “nacionalista” en relación a Nicaragua: en la primera parte de su mandato prácticamente todo su “plan de gobierno” se centró en la “defensa” de la llamada Isla Calero, para posteriormente, en la etapa final de su administración, centrar su discurso en la “defensa” del conjunto de la provincia de Guanacaste que reclama el gobierno de Daniel Ortega como propia. Solo los abundantes escándalos de corrupción, relacionados con la Autopista San José-Caldera, los casos de ministros que no pagaban impuestos, así como el robo a mansalva durante los trabajos de construcción de la Trocha Fronteriza 1856 le pusieron límite a la retórica del equipo de gobierno, que claramente apostó a rivalizar con el vecino país del norte para encubrir sus negocios al amparo del Estado. martes, 19 de noviembre de 2013 Chovinismo y militarismo en Costa Rica bajo el paraguas del conflicto fronterizo con Nicaragua

    Liga de la Revolución Socialista (LRS - Costa Rica)

  • Grupo de la FT-CI (Uruguay) Uruguay Grupo de la FT-CI Estrategia Revolucionaria 

El año que termina estuvo signado por la mayor conflictividad laboral en más de 15 años. Si bien finalmente la mayoría de los grupos en la negociación salarial parecen llegar a un acuerdo (aún falta cerrar metalúrgicos y otros menos importantes), los mismos son un buen final para el gobierno, ya que, gracias a sus maniobras (y las de la burocracia sindical) pudieron encausar la discusión dentro de los marcos del tope salarial estipulado por el Poder Ejecutivo, utilizando la movilización controlada en los marcos salariales como factor de presión ante las patronales más duras que pujaban por el “0%” de aumento. Entre la lucha de clases, la represión, y las discusiones de los de arriba Construyamos una alternativa revolucionaria para los trabajadores y la juventud

    Grupo de la FT-CI (Uruguay)