FT-CI

Estado Espanhol - Declaração "Classe contra Classe"

A "primavera dos povos" se espalha por todo o Mediterrâneo

21/05/2011

A

Dezenas de milhares de trabalhadores e jovens em todo o Estado começamos a nos rebelar contra as consequências desta crise, contra os planos de ajuste e cortes e contra a falsa "democracia", uma "democracia" para os ricos, uma "democracia" que ninguém crê, por que sem nenhuma dissimulação estão nos mostrando que aqueles que governam são as grandes empresas e bancos, que estão refletidos nos partidos políticos, tanto no PSOE, no PP e na CIU.

Somos mais de 70 acampamentos em todo o Estado Espanhol, e seu eco se estende em vários graus na Europa, em dezenas de cidades na Itália, França, Alemanha, Portugal ... A "Primavera dos Povos", que começou na Tunísia definitivamente está atravessado o Mediterrâneo.

Não há retorno, a partir de agora teremos que seguir em frente. Vamos lutar para derrubar a sua reforma trabalhista, cortes na saúde e educação, e as suas tentativas de retorno ã era do Sindicato Vertical ... A maior ofensiva contra os trabalhadores e os setores populares desde a ditadura terá que nos derrotar primeiro. Mas a nossa vontade é forte, e como os nossos avós disseram em 1936 NÃO PASSARÃO! PASSAREMOS!

Nós não queremos pagar pela sua crise. Queremos acabar com este sistema, que “oferece” um desastroso futuro aos jovens, mulheres e trabalhadores. Por isso, é necessário lutar por empregos para todos, distribuindo as horas de trabalho sem perda de remuneração, que se nacionalizem as grandes empresas sob controle dos trabalhadores, e aquelas que fecharam ou demitirem, que se exproprie todos os especuladores da habitação , acabar com a política racista das leis de imigração,nacionalizar os bancos sob controle dos trabalhadores ... Nós queremos tudo isso.

Mas esta "democracia" falsa não nos dará nada. Neste regime é governado pela mesma classe social que governou a ditadura. A sua "transição" salvou a burguesia, e nos venderam uma democracia em que todo o aparato do Estado e as grandes famílias não só sobreviveram, não só venceu a mais absoluta impunidade, como eles foram os principais vencedores. O melhor exemplo é a negação do direito de decidir para as nacionalidades e a preservação do herdeiro de Franco, como chefe de Estado, “Juan Carlos I, rei da Espanha pela graça de Franco ".

O acampamento do Sol já se concretizaram algumas demandas democráticas que saudamos, como a eliminação do Senado, a Lei dos Partidos Políticos, ou a Audiência Nacional ou o fim da monarquia. E a democracia nascida das entranhas do regime de Franco é cada vez mais questionada, os privilégios e a corrupção da casta política, a lei eleitoral bipartidária ... são completamente ilegítimas. Essas demandas, juntamente com outras contra os salvamentos bancários, em defesa dos serviços públicos, direitos de habitação, são uma excelente base para avançar.

Contra este regime, "democrático" apenas no nome, temos que impor um processo constituinte do Estado Espanhol, uma Assembléia Constituinte composta de representantes eleitos em circunscrições única (um delegado para cada certo número de habitantes), a abrir um processo onde se discuta como resolver todas as questões democráticas e todas as nossas necessidades econômicas e sociais. Mas esta saída democrática de fundo já estamos concretizando os milhares nas ruas, deveremos obtê-las pela nossa luta. Os partidos patronais e suas instituições como a Junta Eleitoral que proíbe as manifestações deste sábado, fará de tudo para não consigamos nossas demandas.

Por isso para conseguir derrotá-los temos que seguir masificando os acampamentos e fazer confluir com todos os setores em luta. Ir para institutos, universidades, bairros e, especialmente, locais de trabalho para organizar comitês e assembléias de base para ampliar e solidificar o movimento. É essencial que a classe que controla todos os fundamentos da sociedade, os trabalhadores, intervenha com seus próprios métodos para dar o "xeque-mate" ao governo, ao regime e ã burguesia. Para isso nos solidarizamos e chamemos a que se somem a todos os trabalhadores que estão lutando contra fechamentos das empresas e demissões, na luta contra os cortes de saúde, e aos estudantes que estão lutando contra a mercantilização da universidade .. . A esquerda sindical e os setores populares e militantes dos majoritários também devem se juntar a esta luta. Coordenando e estendendo as lutas a todos os locais de trabalho e estudo é que conseguiremos impor uma greve geral e um Plano de Luta aos dirigentes sindicais traidores que vivem na mesa de negociação vendendo os nossos futuros.

Ampliar e fortalecer a luta em todos os setores, para empreender uma luta revolucionária para enterrar este sistema podre, é a única forma de fazer valer as reivindicações de todos os jovens e os trabalhadores.

Classe contra Classe, 20 de maio de 2011.

Notas relacionadas

No hay comentarios a esta nota

Jornais

  • EDITORIAL

    PTS (Argentina)

  • Actualidad Nacional

    MTS (México)

  • EDITORIAL

    LTS (Venezuela)

  • DOSSIER : Leur démocratie et la nôtre

    CCR NPA (Francia)

  • ContraCorriente Nro42 Suplemento Especial

    Clase contra Clase (Estado Español)

  • Movimento Operário

    MRT (Brasil)

  • LOR-CI (Bolivia) Bolivia Liga Obrera Revolucionaria - Cuarta Internacional Palabra Obrera Abril-Mayo Año 2014 

Ante la entrega de nuestros sindicatos al gobierno

1° de Mayo

Reagrupar y defender la independencia política de los trabajadores Abril-Mayo de 2014 Por derecha y por izquierda

La proimperialista Ley Minera del MAS en la picota

    LOR-CI (Bolivia)

  • PTR (Chile) chile Partido de Trabajadores Revolucionarios Clase contra Clase 

En las recientes elecciones presidenciales, Bachelet alcanzó el 47% de los votos, y Matthei el 25%: deberán pasar a segunda vuelta. La participación electoral fue de solo el 50%. La votación de Bachelet, representa apenas el 22% del total de votantes. 

¿Pero se podrá avanzar en las reformas (cosméticas) anunciadas en su programa? Y en caso de poder hacerlo, ¿serán tales como se esperan en “la calle”? Editorial El Gobierno, el Parlamento y la calle

    PTR (Chile)

  • RIO (Alemania) RIO (Alemania) Revolutionäre Internationalistische Organisation Klasse gegen Klasse 

Nieder mit der EU des Kapitals!

Die Europäische Union präsentiert sich als Vereinigung Europas. Doch diese imperialistische Allianz hilft dem deutschen Kapital, andere Teile Europas und der Welt zu unterwerfen. MarxistInnen kämpfen für die Vereinigten Sozialistischen Staaten von Europa! 

Widerstand im Spanischen Staat 

Am 15. Mai 2011 begannen Jugendliche im Spanischen Staat, öffentliche Plätze zu besetzen. Drei Jahre später, am 22. März 2014, demonstrierten Hunderttausende in Madrid. Was hat sich in diesen drei Jahren verändert? Editorial Nieder mit der EU des Kapitals!

    RIO (Alemania)

  • Liga de la Revolución Socialista (LRS - Costa Rica) Costa Rica LRS En Clave Revolucionaria Noviembre Año 2013 N° 25 

Los cuatro años de gobierno de Laura Chinchilla han estado marcados por la retórica “nacionalista” en relación a Nicaragua: en la primera parte de su mandato prácticamente todo su “plan de gobierno” se centró en la “defensa” de la llamada Isla Calero, para posteriormente, en la etapa final de su administración, centrar su discurso en la “defensa” del conjunto de la provincia de Guanacaste que reclama el gobierno de Daniel Ortega como propia. Solo los abundantes escándalos de corrupción, relacionados con la Autopista San José-Caldera, los casos de ministros que no pagaban impuestos, así como el robo a mansalva durante los trabajos de construcción de la Trocha Fronteriza 1856 le pusieron límite a la retórica del equipo de gobierno, que claramente apostó a rivalizar con el vecino país del norte para encubrir sus negocios al amparo del Estado. martes, 19 de noviembre de 2013 Chovinismo y militarismo en Costa Rica bajo el paraguas del conflicto fronterizo con Nicaragua

    Liga de la Revolución Socialista (LRS - Costa Rica)

  • Grupo de la FT-CI (Uruguay) Uruguay Grupo de la FT-CI Estrategia Revolucionaria 

El año que termina estuvo signado por la mayor conflictividad laboral en más de 15 años. Si bien finalmente la mayoría de los grupos en la negociación salarial parecen llegar a un acuerdo (aún falta cerrar metalúrgicos y otros menos importantes), los mismos son un buen final para el gobierno, ya que, gracias a sus maniobras (y las de la burocracia sindical) pudieron encausar la discusión dentro de los marcos del tope salarial estipulado por el Poder Ejecutivo, utilizando la movilización controlada en los marcos salariales como factor de presión ante las patronales más duras que pujaban por el “0%” de aumento. Entre la lucha de clases, la represión, y las discusiones de los de arriba Construyamos una alternativa revolucionaria para los trabajadores y la juventud

    Grupo de la FT-CI (Uruguay)