FT-CI

Argentina: Um oprário de Zanon no Parlamento

A Frente de Esquerda conquistou um deputado dos trabalhadores em Neuquén

23/06/2011

A Frente de Esquerda na Argentina composta pelo PTS, PO e IS está se colocando como uma alternativa classista, combativa e socialista nestas eleições. A campanha política que a Frente de Esquerda está levando adiante está se transformando em uma importante referência para todos os setores de trabalhadores, populares, juventude e de intelectuais que defendem uma política que de fato atenda ás demandas de todos os explorados e oprimidos. Já conta com o apoio de mais de 400 intelectuais, e com vários comitês em locais de trabalho e estudo. Agora, a Frente de Esquerda teve uma importante vitória: elegeu um deputado dos trabalhadores na cidade de Neuquen. A candidatura da Frente de Esquerda em Neuquén teve como principais referências Raul Godoy, dirigente do PTS, organização irmã da LER-QI na Argentina, e Alejando Lopez. Ambos são operários de Zanon, atual FaSinPat, e ocuparam sucessivamente o cargo de Secretario Geral do Sindicato de Empregados e Operários Ceramistas de Neuquén.

A votação foi um reconhecimento ã histórica luta da fábrica de cerâmicas de Zanon, ocupada e posta a produzir sob o controle dos trabalhadores há 10 anos, durante os quais apoiou todas as lutas contra os governos locais entreguistas do petróleo e do gás da região, estabeleceu uma aliança combativa e militante com os movimentos dos trabalhadores desempregados, que foram os primeiros a trabalhar na fábrica sem patrões, levou sua solidariedade a todos os trabalhadores em luta do país, impulsionou a organização dos setores classistas, forjou uma aliança estudantil com os universitários, e estabeleceu que seus dirigentes fossem rotativos nos seus postos de direção para não se burocratizarem. Seguindo esta mesma tradição, Raul Godoy e Alejandro Lopez irão exercer o cargo de deputado de maneira rotativa, e não ganharão mais que um salário como o que tem na FaSinPat. Esta importante vitória é uma prova de que quando a esquerda constrói na luta de classes uma trajetória de combate em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo pode estar no parlamento com um programa classista e combativo, sem rebaixar o programa.

Nas palavras de Raul Godoy: “O que conquistamos hoje é um novo lugar de luta e isso é o que precisamos, o que estávamos buscando, nos colocar ã frente, buscar outro lugar desde onde lutar, buscar outro lugar também desde onde nos organizar melhor, de onde fazer soar melhor as vozes dos trabalhadores e trabalhadoras.(...) É mais uma etapa da luta em Neuquén cuja história de combate dos seus lutadores faz por merecer uma bancada operária que se ponha ã frente também para que juntos nos encaremos uma luta mais profunda. O que é melhor é que muitos de nós que atuamos sindicalmente agora estamos falando de política, e então nos locais de trabalho não só vão nos perguntar pelos salários: agora irão nos perguntar sobre qual saída política damos para esta província, e para isso levantamos um programa, e este programa está marcado pela emotividade da força que carregamos de nossos mártires e lutadores! Um passo adiante! Começa outra etapa em Neuquén. A etapa dos legisladores operários e trabalhadores. É um orgulho pertencer ao PTS e integrar esta frente e um orgulho pertencer a este sindicato”.

A mesma alegria de poder levar adiante uma voz dos trabalhadores encontra-se na declaração de Alejandro Lopez: “Companheiros/as a verdade é que para nós já era um triunfo o fato de termos conseguido tanta militância, o fato de ver a juventude tomar esta campanha. Todos me perguntavam como estávamos fazendo este esforço, e eu lhes dizia que conseguimos por que há convicção e organização, e que há muita vontade de mudar as coisas e, sobretudo, por que confiamos em nossas próprias forças. Eu creio que isso é o mais importante e é o que viemos aprendendo, sobretudo nós, que não militamos em um partido, mas no sindicato. Mas isso não dizemos com orgulho: todo o contrário, isso também nos põem em uma crise aos companheiros da agrupação Marrón, por que nós não podemos ser independentes a vida toda, nós consideramos que nisso também estamos evoluindo, e a verdade é que temos que valorizar enormemente a paciência – permita-nos dizer isso que eu digo em nome dos meus companheiros/as – valorizar a paciência com que nos tratado ao longo destes anos, com os debates e discussões, que para nós é muito importante. Nós aprendemos enormemente e por isso temos um respeito enorme a cada uma das organizações, e quando temos que polemizar, polemizamos, mas me parece que entre nós o que nunca perdemos de vista é que temos um inimigo, um inimigo de classe, e isso marca um limite para nós, por que discutimos muito entre nós, mas sabemos contra quem nos enfrentamos”.

A partir da LER-QI saudamos efusivamente esta vitória da Frente de Esquerda, que é uma vitória de nossos irmãos de classe argentinos. Trata-se de um exemplo estratégico para toda a esquerda em nosso país.

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